Marconi quer governar Goiás sem abrir mão da “boquinha” em clube de milionários investigado por corrupção
O tucano tenta, pela segunda vez em pouco mais de dois meses, se eleger para o conselho da entidade. A eleição anterior, que o havia colocado lá dentro, foi anulada por descumprimento do estatuto

Marconi Perillo quer voltar a governar Goiás, mas parece não conseguir desgrudar de São Paulo. O ex-governador fala em candidatura, articula discurso, posa de alternativa, mas vive de corpo e alma fora do estado que diz querer comandar. E isso não é detalhe: quem quer governar precisa, no mínimo, estar perto do povo.
Enquanto Goiás fica no retrovisor, Marconi circula pelos salões do Jockey Club de São Paulo, clube frequentado por milionários e palco de mais uma polêmica. Ele tenta, pela segunda vez em pouco mais de dois meses, se eleger para o conselho da entidade. A eleição anterior, que o havia colocado lá dentro, foi anulada por descumprimento do estatuto. Mau sinal. Uma nova data foi marcada para o próximo dia 10.
O problema é que, por onde passa, Marconi deixa um rastro de suspeitas e cheiro de irregularidade. No Jockey, a entidade é alvo de questionamentos sobre mais de R$ 80 milhões em incentivos fiscais, tema que virou CPI na Câmara Municipal de São Paulo. Marconi nega envolvimento direto, como sempre. Mas o nome está no meio do furacão.
Em Goiás, o histórico pesa. Ao deixar o governo, Marconi chegou a ser preso por suspeitas de corrupção. O tempo passou, mas a imagem ficou. Hoje, o que se vê é um político mais preocupado em manter espaço, influência e conforto financeiro do que em apresentar um projeto real para o estado.
A pergunta que ecoa é simples: como governar Goiás morando em São Paulo — e atolado em polêmica?













