Mabel diz que administrativos foram "esquecidos" e promete correção salarial; assista
Prefeito afirma que servidores administrativos foram prejudicados por gestões anteriores, promete correção salarial e dispara: “Os administrativos estão prejudicados faz 30 anos. Mas com greve não negocio”

Prefeitura de Goiânia adotou, ao longo de 2025, série de medidas voltadas aos servidores da Rede Municipal de Educação.
SME
A greve na rede municipal de Educação ganhou um novo capítulo após o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), afirmar que os servidores administrativos da Educação foram deixados para trás por administrações anteriores e que a situação da categoria se arrasta há décadas. Apesar de reconhecer as perdas salariais, o chefe do Executivo endureceu o tom, classificou a paralisação como “política” e afirmou que não negocia sob pressão.
Segundo Mabel, os profissionais administrativos acumulam prejuízos históricos e precisam de correções urgentes.
“Os administrativos estão prejudicados faz 30 anos. Vinte anos que eles são prejudicados. Nós vamos dar um jeito neles, mas com greve não negocio”, declarou.
O prefeito afirmou que a atual gestão já estuda mecanismos para corrigir a situação e que trabalha para abrir espaço fiscal que permita reajustes futuros. De acordo com ele, há casos de servidores administrativos que precisam de complementação salarial porque a remuneração não alcança sequer o valor mínimo.
“Eles realmente precisam ser estudados. Nós temos já um estudo e estamos abrindo espaço fiscal para começar a colocar para funcionar. Temos um número grande de funcionários administrativos que precisam de complemento salarial”, disse.
Ao justificar a demora nas medidas, Mabel responsabilizou gestões anteriores pela situação financeira da prefeitura e criticou a política de reajustes aplicada no passado. Segundo ele, aumentos foram concedidos a algumas categorias enquanto os administrativos ficaram sem avanços.
“Irresponsavelmente, as administrações passadas foram dando aumento para algumas categorias de qualquer jeito e largaram os administrativos para trás”, afirmou.
Mesmo reconhecendo a defasagem da categoria, o prefeito voltou a atacar o movimento grevista e disse que a paralisação afeta diretamente as famílias.
“Greve prejudica mães e pais que não têm com quem deixar as crianças”, declarou.
Mabel também rebateu críticas sobre investimentos na Educação e destacou ações realizadas pela gestão, como melhorias estruturais nas escolas, distribuição de uniformes, modernização tecnológica e entrega de equipamentos. Segundo ele, professores receberam bônus de até R$ 10 mil, enquanto servidores administrativos tiveram pagamentos extras que, somados, equivaleriam a um “14º ou 15º salário”.
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Ainda na defesa da gestão, o prefeito afirmou que a rede municipal vive uma nova fase, citando a instalação de lousas eletrônicas, computadores para professores e a chegada de 15 mil tablets para estudantes.
“Hoje é outra educação. Tinha secretaria de escola sem computador. Agora todas as salas têm lousa eletrônica e as crianças vão receber tablets. Goiânia tinha analfabetos digitais”, disse.
Apesar do reconhecimento das perdas dos administrativos, Mabel manteve a posição de que os avanços dependerão do equilíbrio financeiro da prefeitura.
“Eu não sou um prefeito que pode dar de qualquer jeito. Tem categorias que merecem, mas existe um processo. Eu tenho responsabilidade fiscal”, concluiu.
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