Mabel chama paralisação da Educação de "política" e não negocia com grevistas; assista
Prefeito afirma que rede recebeu bônus, melhorias estruturais e investimentos em tecnologia, critica gestões anteriores e diz que paralisação prejudica famílias: “As crianças de Goiânia eram analfabetos digitais”

Segundo o prefeito, a paralisação tem causado impactos para pais e responsáveis.
O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), endureceu o discurso sobre a greve na rede municipal de Educação e afirmou que não pretende abrir negociação sob pressão do movimento paredista. Em declaração contundente, o gestor classificou a paralisação como “política”, afirmou que a prefeitura já garantiu avanços para professores e servidores e disse que a greve afeta diretamente famílias que dependem das escolas para deixar os filhos durante o expediente.
“Com greve não negocio”, afirmou Mabel ao comentar o movimento dos profissionais da Educação.
Segundo o prefeito, a paralisação tem causado impactos para pais e responsáveis, especialmente aqueles que precisam das unidades escolares para manter a rotina de trabalho.
“Greve prejudica as famílias, prejudica as mães e os pais que não têm com quem deixar as crianças”, declarou.
Durante a defesa da gestão na área educacional, Mabel destacou que o teto da Educação já foi encaminhado à Câmara Municipal e garantiu que os profissionais receberão os valores já incorporados na folha salarial de maio.
O prefeito também citou pagamentos extras realizados pela administração. De acordo com ele, professores receberam bônus que chegaram a R$ 10 mil, enquanto servidores administrativos tiveram repasses de R$ 800 e outros valores entre R$ 2,5 mil e R$ 3,3 mil, montantes que, segundo o gestor, equivalem a uma espécie de “14º ou 15º salário”.
Na avaliação do prefeito, a atual gestão assumiu uma estrutura fragilizada e precisou reorganizar o sistema educacional antes de avançar em novas concessões salariais.
Mabel afirmou que as escolas passaram por melhorias estruturais, incluindo reforma de banheiros, reforço na alimentação escolar, entrega de uniformes e investimentos em tecnologia. Segundo ele, todas as salas passaram a contar com lousas eletrônicas e os professores receberam computadores.
O prefeito ainda anunciou a distribuição de 15 mil tablets para estudantes e criticou o cenário encontrado na rede ao assumir o comando da administração.
“As crianças de Goiânia eram analfabetos digitais”, disse. Ele comparou a situação da rede municipal com instituições privadas e afirmou que estudantes de outras unidades já têm acesso a áreas como robótica.
Apesar das críticas à greve, Mabel reconheceu dificuldades históricas enfrentadas pelos servidores administrativos da Educação e afirmou que o grupo está em estudos para futuras correções salariais.
Segundo ele, parte desses trabalhadores recebe remuneração abaixo do ideal há décadas e a prefeitura trabalha para abrir espaço fiscal antes de implementar mudanças.
O prefeito atribuiu parte das dificuldades financeiras às administrações anteriores, alegando que reajustes foram concedidos de forma desigual entre categorias, enquanto os administrativos ficaram sem avanços.
Mesmo reconhecendo que os profissionais “merecem” melhorias, Mabel afirmou que a prefeitura precisa agir com responsabilidade fiscal e voltou a descartar negociações durante a paralisação.
“Os administrativos estão prejudicados faz 20, 30 anos. Nós vamos dar um jeito neles, mas com greve não negocio”, concluiu.
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