Luiz do Carmo: Bolsonaro não precisa pedir, é o Senado que precisa reagir
Senador Luiz do Carmo defende que Bolsonaro articule sua base e deixe que o pedido de impeachment seja feito pelos senadores

O senador Luiz do Carmo (MDB), de Goiás, afirmou que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não teria necessidade de protocolar pedido de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).Luiz do Carmo, que já pediu impeachment do ministro Alexandre de Moraes no ano passado, disse ser contra o presidente fazer esse pedido e que essa é uma atribuição do Senado Federal.
"Eu não sou a favor do presidente pedir isso. Ele é um Poder. O Poder que vai resolver isso é o Senado Federal, isso é com o Senado Federal, que precisa reagir. Está omisso, ele [Rodrigo Pacheco] tem que jogar para o Plenário. 'Ah, eu não quero tomar essa decisão sozinho', então joga para o Plenário, que é soberano", afirmou o senador ao G5 News.
Na última semana, o presidente Bolsonaro disse que iria pedir o impeachment dos ministros Luis Roberto Barroso, atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do ministro Alexandre de Moraes, futuro presidente da Suprema Corte Eleitoral.
"É só o Rodrigo fazer [colocar em pauta], o presidente não precisa fazer isso. Precisa colocar a base dele e dizer: 'me ajuda aí, o Supremo está extrapolando a função dele' e tá mesmo, tá extrapolando demais da conta", completou o senador, que acrescentou que após uma decisão de investigação e prisão por um ministro do STF, o prejudicado só poderá pedir recurso a Deus, já que não há mais instâncias superiores.
PACHECO QUER "FILTRO SEVERO"
O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), se pronunciou sobre a possibilidade do pedido ser protocolado por Bolsonaro. A declaração foi dada após reunião com o presidente do STF, ministro Luiz Fux, nesta quinta-feira (18). Pacheco defendeu a retomada do diálogo e que o impeachment não pode ser banalizado.
Ainda segundo Pacheco, o critério para abertura de impeachment é político, mas é "sobretudo um critério jurídico e técnico. Tanto impeachment de ministros do Supremo quanto impeachment de presidente da República, é preciso ter um filtro muito severo em relação a esses pedidos que não podem ser banalizados”, disse.













