Investigado após denúncia de mulher trans, empresário já foi alvo por suposto favorecimento eleitoral
A relação entre Leandro Batista e Wilder Morais já havia colocado o empresário no centro de outra investigação.

As investigações buscavam esclarecer se a promoção teria sido utilizada para beneficiar eleitoralmente o então candidato ao Senado.
Conhecido por sua proximidade com o senador e pré-candidato ao Governo de Goiás, Wilder Morais (PL), o empresário Leandro Batista Nóbrega, proprietário do Frigorífico Goiás, voltou a ser alvo de investigação. Desta vez, a Polícia Civil de Goiás apura uma denúncia apresentada por uma mulher trans, que o acusa de ameaça após um encontro ocorrido em Goiânia.
A relação entre Leandro Batista e Wilder Morais já havia colocado o empresário no centro de outra investigação. Nas eleições de 2022, os dois acompanharam juntos a apuração dos votos e comemoraram lado a lado a vitória do senador, conforme registros publicados nas redes sociais.
Eleições de 2022
Na mesma eleição, o Frigorífico Goiás promoveu a polêmica ação que ficou conhecida como "Picanha de Bolsonaro", vendendo peças de picanha por R$ 22 o quilo para consumidores que comparecessem usando a camisa da Seleção Brasileira. A promoção provocou uma enorme aglomeração, terminou em tumulto e resultou na morte de uma consumidora.
O episódio levou o Ministério Público Eleitoral a solicitar à Polícia Federal a abertura de um inquérito para apurar um possível abuso de poder econômico e eventual favorecimento à campanha de Wilder Morais. O Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) informou, à época, que as denúncias relacionadas à promoção foram registradas no sistema Pardal, da Justiça Eleitoral.
As investigações buscavam esclarecer se a promoção teria sido utilizada para beneficiar eleitoralmente o então candidato ao Senado. Pela legislação eleitoral, eventual comprovação de abuso de poder econômico pode gerar sanções previstas na Lei da Ficha Limpa. Não há informação de condenação relacionada a esse caso.
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Novas investigações
Agora, Leandro Batista volta a ser investigado, desta vez pela Polícia Civil. Segundo a corporação, a ocorrência foi registrada inicialmente como ameaça e o procedimento está sob responsabilidade da 1ª Delegacia de Polícia de Goiânia.
De acordo com o boletim de ocorrência, a denunciante procurou a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) na noite de 15 de junho, poucas horas após um encontro com o empresário.
A mulher afirma que Leandro Batista já havia entrado em contato com ela em 2024 e voltou a procurá-la em maio deste ano. Após conversas pelo WhatsApp, os dois marcaram um encontro.
Ainda conforme o relato prestado à polícia, o empresário permaneceu cerca de uma hora no apartamento da acompanhante. Depois de reconhecê-lo como proprietário do Frigorífico Goiás, ela afirma que o questionou sobre publicações de teor transfóbico atribuídas a ele nas redes sociais e também sobre o fato de contratar os serviços de uma mulher trans. Segundo o boletim, a conversa evoluiu para uma discussão.
A denunciante também acusa o empresário de não pagar os R$ 500 que teriam sido combinados pelo programa e de fazer ameaças após o desentendimento.
Em nota, a Polícia Civil informou que instaurou procedimento para apurar os fatos. O caso segue sob investigação e, até o momento, não há decisão judicial sobre as acusações. A defesa de Leandro Batista Nóbrega poderá se manifestar no decorrer da apuração.
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