Flávio chama Lei Maria da Penha de "pedaço de papel" e propõe outras medidas para defender mulheres
O parlamentar declarou que a legislação, sozinha, não é suficiente para impedir agressões e defendeu punições mais severas aos criminosos.

Flávio disse que, caso seja eleito presidente, pretende endurecer o tratamento dado aos autores de violência contra a mulher.
Fernando Madeira / Rede Gazeta
O senador e pré-candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro (RJ), afirmou neste sábado (18) que a proteção às mulheres é uma pauta da direita e criticou a eficácia da Lei Maria da Penha no combate à violência doméstica. Durante um encontro estadual do PL, no Espírito Santo, o parlamentar declarou que a legislação, sozinha, não é suficiente para impedir agressões e defendeu punições mais severas aos criminosos.
Em discurso para apoiadores, Flávio disse que, caso seja eleito presidente, pretende endurecer o tratamento dado aos autores de violência contra a mulher, ampliando o tempo de prisão e restringindo a concessão de liberdade em audiências de custódia.
"A gente tem lei no Brasil e esses marginais vão ter que ficar sim muito mais tempo presos, não vai mais sair em audiência de custódia. Esse pedaço de papel que é a Lei Maria da Penha não é o que vai defender as mulheres, o que vai defender as mulheres é o que o Lorenzo fez enquanto prefeito e o que vai fazer como governador e o que nós vamos fazer em todo o Brasil", afirmou.
Durante a fala, o senador elogiou o ex-prefeito de Vitória e pré-candidato ao Governo do Espírito Santo, Lorenzo Pazolini (Republicanos), citando as políticas adotadas por ele na área de segurança pública como exemplo de medidas que, segundo Flávio, deveriam ser ampliadas em nível nacional.
Nos últimos meses, o senador tem intensificado os acenos ao eleitorado feminino durante a pré-campanha presidencial. O movimento ocorre após o desgaste provocado pela disputa pública com a madrasta, Michelle Bolsonaro. Em junho, a ex-primeira-dama divulgou um vídeo em que afirmou ter sido "humilhada" e "maltratada" pelo enteado, episódio que repercutiu nacionalmente e expôs o racha na família Bolsonaro.














