Falta de energia e uso de celular podem anular prova para juiz substituto em Goiás
Alguns participantes do concurso afirmaram que se sentiram prejudicados por realizarem parte da prova "no escuro"; a Fundação Carlos Chagas chegou a distribuir alimentos temendo que participantes desmaiassem de fome

A falta de energia na Faculdade Delta, no último domingo (26), quando era realizado o concurso para juiz substituto do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), pode levar a anulação de provas. Nas redes sociais, várias pessoas que realizaram as provas na faculdade relataram algumas atitudes que os teriam deixado em situação de desigualdade perante aos demais candidatos.
A reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação do TJGO e aguarda posicionamento.
No perfil @ems_concurseira, no Instagram, há vários relatos dos participantes. Segundo constam nas postagens, uma participante teria agendado a passagem de avião para poucas horas após a prova e, com a demora de quase uma hora para iniciar, pediu para usar o celular para remarcar o voo. Ela então tirou uma foto da sala, que viralizou em meio a concurseiros.
Inicialmente, a informação era de que devido a sala escura e a falta de energia, os candidatos teriam sido autorizados a usarem a lanterna do celular, informação que foi desmentida pelos próprios participantes em seguida.
“[Me senti] cansada, tomei um café cedo para chegar cedo, pois não sou de Goiás e o endereço parecia complicado. Cheguei lá às 7h e saí às 16h. Preferia ter iniciado a prova sem luz às 9hrs. Considerando as pessoas que fizeram a prova no horário, com luz, com janelas e com distanciamento, acho um tanto injusto”, relatou uma concurseira, que disse estar na sala onde a foto foi tirada.
“Depois de já distribuído o gabarito, deixaram a gente usar o celular para avisar os familiares do atraso e tal. Começamos a prova umas 11:15 e a luz só voltou às 11:40. Esse tempo foi somado no nosso tempo de prova, então tivemos uns 35 minutos a mais que o resto. Outras turmas do nosso prédio também tiveram tempo a mais de prova”, disse outra concurseira, que também reclamou de “calor terrível” e que uma candidata chegou a passar mal e precisou sair da sala antes de terminar a prova.
Ainda segundo os relatos, diante do aumento do tempo de prova, eles chegaram a receber lanches, pois a banca temia que participantes desmaiassem de fome.
Alguns candidatos afirmaram que vão entrar com pedido de impugnação da prova e até com Mandado de Segurança para anular o certame.
QUEDA DE ENERGIA JÁ ANULOU PROVA DO TJGO
O problema da falta de energia em Goiás já provocou situações semelhantes, em 2012, também em um concurso do Tribunal de Justiça de Goiás. Na ocasião, a falta de energia por cerca de uma hora durante a prova teria comprometido a lisura do concurso.














