Dois deputados do PL Goiás seriam casos clássicos de políticos blindados pela PEC da Bandidagem
Gustavo Gayer, que coleciona investigações e acusações pesadas. Do outro lado está Professor Alcides, que também é marcado por escândalos

Dois deputados federais de Goiás, ambos do PL, se tornaram o retrato da impunidade que a chamada PEC da Bandidagem pretende garantir a políticos acusados de crimes.
De um lado está Gustavo Gayer (PL), que coleciona investigações e acusações pesadas. O parlamentar já foi apontado em dois acidentes com morte, em um deles acusado de dirigir embriagado, deixando uma vítima paraplégica. Além disso, responde a apurações por assédio, racismo, desvio de emendas parlamentares e peculato no Supremo Tribunal Federal (STF). Caso a PEC estivesse em vigor, Gayer só poderia ser investigado com autorização da própria Câmara — na prática, blindando seus atos.
Do outro lado está Professor Alcides (PL), também marcado por escândalos. Ele é suspeito de envolvimento com menor de idade e já foi condenado por improbidade administrativa por abandonar o cargo na Secretaria de Educação de Goiás. Pela Justiça Eleitoral, está inelegível até 2028. Ainda assim, votou a favor de uma proposta que dificultaria qualquer investigação contra parlamentares.
A aprovação da PEC na Câmara foi vista pela população como um escárnio à democracia e à Justiça. Levantamento da Quaest mostrou que 83% das menções ao projeto nas redes sociais foram negativas, expondo o tamanho da rejeição popular.
O caso dos deputados goianos ilustra com clareza a essência da PEC da Bandidagem: blindar políticos acusados de crimes graves, enquanto a população é deixada sem voz e sem Justiça.












