Deputada barrada e delegado proibido de falar no lançamento das pré-candidaturas de Wilder e Flávio
Depois o povo pega esse moço e revolta com o partido, não sabe por quê. É por causa disso, desabafou Magda Mofatto

O evento de lançamento das pré-candidaturas do Partido Liberal (PL) foi marcado por momentos de forte tensão, desentendimentos e denúncias de boicote por parte de lideranças da própria legenda. A deputada federal Magda Mofatto foi publicamente barrada na entrada do local, enquanto o delegado Humberto Teófilo, pré-candidato ao Senado, utilizou suas redes sociais para denunciar que foi silenciado pela organização. Ambos os episódios geraram duras críticas à condução política do senador Wilder Morais, que é pré-candidato ao Governo de Goiás.
No vídeo publicado pelo portal FolhaZ, a deputada aparece do lado de fora do evento, visivelmente indignada com a situação. Cercada por apoiadores e diante de uma barreira de seguranças, a parlamentar protestou contra a decisão de bloquearem seu acesso e disparou diretamente contra a liderança de Wilder Morais.
"Estou impedida de entrar no evento do PL, do meu partido, o partido que me elegeu. Depois eu pego e declaro que não voto no Wilder Morais, e não sabem por quê. Depois o povo pega esse moço e revolta com o partido, não sabe por quê. É por causa disso", desabafou a deputada, que em seguida exclamou: "Eu preciso entrar!".
A insatisfação com os rumos do encontro também foi endossada pelo delegado Humberto Teófilo. Conforme divulgado em seu perfil oficial, o pré-candidato ao Senado relatou ter sido retirado do cronograma de discursos sem aviso prévio.
No texto compartilhado, Teófilo expressou sua perplexidade com o ocorrido.
"Hoje vivi uma situação que me deixou sem entender. Fui ao lançamento das pré-candidaturas, inclusive da minha pré-candidatura ao Senado. Depois de toda a divulgação do evento, fui retirado da lista de discursos e informado de que não teria direito à fala."
O delegado acrescentou ainda que, posteriormente, o senador Wilder Morais sinalizou que iria "quebrar o protocolo" para liberar um espaço de apenas um minuto para que ele falasse "rapidinho". A postura da organização motivou um desabafo sobre a falta de isonomia entre os membros do partido: "Quando uns têm todo o tempo e outros precisam pedir espaço para falar, a pergunta é inevitável: todos são tratados de forma igual? Quero entender. O que está acontecendo?".













