Ciro Gomes diz que pode apoiar Caiado ou Renan Santos para presidente
Apesar das declarações sobre a sucessão presidencial, Ciro ressaltou que seu foco, neste momento, está na disputa pelo Governo do Ceará.

Em entrevista ao site Cariri News, o ex-ministro afirmou que tem boa relação com Ronaldo Caiado e elogiou o governador goiano.
O pré-candidato ao Governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB), afirmou que poderá apoiar o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), ou o pré-candidato Renan Santos (Missão) na disputa pela Presidência da República, em vez do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com quem o PL vinha mantendo conversas para uma possível aliança.
Recém-filiado ao PSDB, Ciro explicou que o partido ainda não definiu qual será sua posição na corrida presidencial após a decisão de Aécio Neves de desistir da disputa pelo Palácio do Planalto. Segundo ele, o tema segue sendo debatido internamente ao lado do ex-senador Tasso Jereissati.
"Nós, eu e o Tasso (Jereissati), estamos trocando ideias. Eu, por exemplo, me dou muito com o Ronaldo Caiado, votaria nele sem nenhuma dificuldade. Estou acompanhando essa novidade que apareceu, que é o Renan Santos, me parece uma pessoa que, a despeito de jovem, está falando coisas muito verdadeiras, embora aqui e ali tenha exageros. É uma possibilidade", declarou.
Apesar das declarações sobre a sucessão presidencial, Ciro ressaltou que seu foco, neste momento, está na disputa pelo Governo do Ceará. Segundo ele, o projeto estadual reúne lideranças com posicionamentos distintos na eleição nacional, sem que isso comprometa a aliança local.
"Hoje, nosso senador Alcides Fernandes vota no Bolsonaro, no Flávio Bolsonaro. O Mauro Benevides, que coordena meu projeto de governo, é vice-líder do governo Lula na Câmara dos Deputados, vota no Lula. E tá tudo certo, tudo bem", afirmou.
As declarações ocorrem em meio aos desdobramentos da crise envolvendo Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro. O nome de Ciro Gomes foi citado pela ex-primeira-dama como um dos motivos do desentendimento com o enteado.
Em vídeo divulgado anteriormente, Michelle afirmou ter sido "desrespeitada" e "maltratada" por Flávio após discordar das articulações do PL no Ceará para apoiar a candidatura de Ciro Gomes ao governo estadual.













