Candidatos assediam vereadores para burlar processo seletivo da Educação
Pedro Azulão e Marquinho Goiá reforçam que seleção é rigorosa e acompanhada pelo Ministério Público

A Câmara Municipal de Goiânia serviu de palco para um alerta sobre a transparência nos processos seletivos da Secretaria de Educação. Os vereadores Pedro Azulão e Marquinho Goiá usaram a tribuna para desmistificar a ideia de que parlamentares possuem poder para "furar a fila" ou adiantar o chamamento de candidatos aprovados.
O vereador Pedro Azulão foi direto ao ponto ao mencionar que tem recebido contatos suspeitos. Segundo ele, não há espaço para manobras ilegais no atual formato de seleção. "Estou aqui para alertar que não existe jeitinho brasileiro, não existe indicação para entrar pela porta do fundo. É um processo sério, com banca examinadora e sem fraude. Alguém sempre me liga com números estranhos tentando isso", denunciou Azulão.
Fiscalização do Ministério Público
Reforçando a fala do colega, o vereador Marquinho Goiá destacou que a era das "indicações políticas" ficou no passado. Ele explicou que a modernização do sistema e a vigilância dos órgãos de controle tornaram o processo praticamente blindado.
"A lista do processo seletivo é enviada ao Ministério Público, que acompanha cada chamado", explicou Goiá. Ele ressaltou que a ordem cronológica é sagrada e que os candidatos aprovados monitoram de perto qualquer movimentação na fila.
Marquinho Goiá ainda mandou um recado para quem busca ajuda política para acelerar contratações: "Nós, como fazedores de leis, temos que observar. Não adianta achar que vereador vai resolver problema de processo seletivo ou adiantar o chamamento. Podemos orientar a pessoa a acompanhar o processo, mas tentar burlar, jamais".












