Caiado revela orientação de Bolsonaro para governadores manterem pré-candidaturas à Presidência
Mesmo inelegível até 2030, ex-presidente segue se apresentando como candidato e articula corrida eleitoral para o próximo ano

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), afirmou nesta semana que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) orientou governadores aliados a manterem suas pré-candidaturas à Presidência da República, sem antecipar a definição de um único nome neste momento.
Segundo Caiado, a estratégia busca evitar que o governo federal concentre ataques a um adversário definido com muita antecedência, o que, em sua avaliação, facilitaria a atuação do PT e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Esse é o momento de colocarmos os pré-candidatos, depois ver qual realmente chega ao segundo turno. Esse que for ungido agora vai entrar dentro de um corredor polonês em que o governo federal vai massacrá-lo”, declarou Caiado em um evento em São Paulo.
Bolsonaro segue no tabuleiro
Apesar de estar inelegível até 2030 por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Bolsonaro continua se apresentando como candidato em eventos e manifestações públicas. Nos últimos meses, tem dividido palanques com governadores considerados potenciais presidenciáveis, como Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Romeu Zema (Novo-MG) e Ratinho Junior (PSD-PR).
Entre os nomes citados, Tarcísio é o que aparece com melhor desempenho nas pesquisas. Nos bastidores, Bolsonaro também avalia a possibilidade de lançar sua esposa, Michelle Bolsonaro, como candidata, com um de seus filhos ocupando a vaga de vice na chapa.
Disputa aberta
Caiado reforçou que a definição antecipada não é necessária. “Não tem nenhum nome que seja universal. Tem um candidato com mais influência no centro, no norte, outro mais no sul e no sudeste. Vamos saber quem vai ter mais votação no Nordeste. O primeiro turno é para isso”, argumentou.
Segundo o governador goiano, o ex-presidente deixou claro que respeitará o processo, seja apoiando um aliado ou até mesmo um membro da própria família. “Ele mesmo disse a nós que todos saíssemos como pré-candidatos”, completou Caiado.












