Caiado leva Boulos ao STF e André Mendonça será o relator da ação; veja acusação
A ação acusa o integrante do governo federal dos crimes de calúnia, injúria e difamação por declarações feitas em um vídeo publicado nas redes sociais.

A petição foi distribuída ao ministro André Mendonça, que será o relator do caso no STF.
O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), ingressou com uma queixa-crime no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos. A ação acusa o integrante do governo federal dos crimes de calúnia, injúria e difamação por declarações feitas em um vídeo publicado nas redes sociais.
A petição foi distribuída ao ministro André Mendonça, que será o relator do caso no STF. A ação tem como base um vídeo em que Boulos comenta uma reportagem sobre um empresário investigado por suspeita de lavar dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Segundo a defesa de Caiado, ao repercutir o caso, Boulos afirmou que o ex-governador estaria "envolvido hoje num escândalo relacionado ao crime organizado lá em Goiás". Os advogados sustentam que a declaração extrapola os limites da crítica política e atinge diretamente a honra e a reputação do ex-governador.
Na queixa-crime, a defesa argumenta que as investigações mencionadas pelo ministro não apontam qualquer participação de Caiado nos fatos investigados, tampouco indicam a prática de irregularidades administrativas ou crimes atribuídos ao político.
A controvérsia teve início após Boulos compartilhar uma reportagem que relaciona um empresário preso sob suspeita de atuar na lavagem de dinheiro para o PCC a uma fundação responsável por contratos com o Governo de Goiás. Ao comentar a publicação, o ministro fez referência direta a Caiado, motivando a adoção das medidas judiciais.
Com a ação, os advogados pedem que o Supremo reconheça a prática dos crimes contra a honra e responsabilize Guilherme Boulos pelas declarações divulgadas nas redes sociais.
Relator do caso
Além da distribuição do processo, a escolha do ministro André Mendonça como relator também chama atenção pelo peso político do caso. Caberá a ele analisar os pedidos iniciais da queixa-crime, decidir sobre o andamento da ação e conduzir a tramitação no Supremo Tribunal Federal. Somente após essa fase haverá definição sobre o eventual prosseguimento do processo e o julgamento do mérito da acusação apresentada por Ronaldo Caiado contra Guilherme Boulos.














