Caiado afirma ser "inadimissível" EUA querer questionar resultado das eleições no Brasil
Pré-candidato ao Planalto critica qualquer tentativa de colocar em dúvida o sistema eleitoral brasileiro, após revelação de que uma comitiva dos Estados Unidos pretendia questionar a confiabilidade das urnas eletrônicas

Em entrevista à CNN, Caiado reforçou que confia plenamente no sistema eleitoral brasileiro.
O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou neste sábado (25) que é "inadmissível" qualquer tentativa de colocar em dúvida a lisura das eleições brasileiras. A declaração foi feita após a repercussão de uma reportagem que revelou a intenção de representantes dos Estados Unidos de questionar a confiabilidade das urnas eletrônicas no país.
Em entrevista à CNN, Caiado reforçou que confia plenamente no sistema eleitoral brasileiro e disse que nunca foi contrário ao acompanhamento internacional das eleições. Segundo ele, a presença de observadores estrangeiros é bem-vinda, desde que o objetivo seja acompanhar o processo, e não contestar o resultado das urnas.
"Eu confio nas urnas eleitorais do Brasil. Também sempre concordei que cada eleição tivesse a presença de observadores de diferentes países, tantos quantos quisessem acompanhar o processo eleitoral brasileiro. Mas considero inadmissível que qualquer país, incluindo os EUA, queira colocar em dúvida a lisura e os resultados das nossas eleições", declarou.
A manifestação de Caiado ocorre um dia depois de o Ministério das Relações Exteriores negar o visto de entrada a dois funcionários do governo norte-americano que desembarcariam no Brasil nos próximos dias.
A decisão foi tomada após reportagem publicada pelo jornal norte-americano Washington Post informar que a comitiva dos Estados Unidos pretendia levantar questionamentos sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas brasileiras.
Ao comentar o episódio, Caiado fez questão de diferenciar a fiscalização internacional do questionamento ao sistema eleitoral. Para o pré-candidato, o Brasil deve continuar permitindo o acompanhamento das eleições por observadores de diversos países, mas não aceitar que governos estrangeiros coloquem em dúvida a legitimidade do processo eleitoral ou dos resultados das urnas.
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