Bolsonaro confirma agenda em Goiânia em meio às "bombas" de Delgatti e Cid
Ex-presidente vai almoçar com aliados, passar por tratamento dentário e receberá Título de Cidadão Goiano na noite desta sexta-feira (18), em sessão solene na Alego

Mesmo com a repercussão do depoimeto do hacker Walter Delgatti Neto, que afirmou que Bolsonaro (PL) lhe prometeu indulto para invadir urnas eletrônicas, e as ameaças do advogado de Mauro Cid, que afirma que o cliente vai "abrir a boca" sobre as joias, o ex-presidente deve manter as agendas em Goiânia, onde passa por tratamento dentário, almoço com aliados e homengem na Assembleia Legislativa ( Alego).
A confirmação da visita foi feita pelo deputado estadual Fred Rodrigues (DC), que apresentou requerimento para fazer valer a lei nº 20.498/2019, de autoria do então deputado estadual Humberto Teófilo, a qual concede a honraria ao ex-mandatário.
Mesmo pesando o fato de Bolsonaro ser alvo de denúncias graves, Fred Rodrigues afirmou que o ex-presidente não tem nenhuma intenção de se esconder. Disse ainda que ele quer o máximo de pessoas presentes na solenidade.
“O presidente Bolsonaro foi explícito na sua exigência de que ele quer o máximo de pessoas. Goiás é um Estado que toda vez elege ele com uma votação expressiva. Se a votação do Brasil fosse aqui em Goiás, ele ganharia no primeiro turno todas as vezes, basta dizer isso. Então é um presidente que não tem nenhuma intenção de se esconder do povo, não caia em fake news”, declarou o deputado.
Entre a manhã e a tarde, Bolsonaro almoça com aliados e lideranças partidárias, passa por mais uma sessão de tratamento dentário e à noite recebe título de "cidadão goiano" proposto pelo deputado Fred Rodrigues.
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Denúncias explodiram nesta quinta-feira (17)
Bolsonaro, que tem um grande número de apoiadores no Estado, volta a Goiás em meio a um turbilhão causado pelas denúncias apresentadas pelo hacker Walter Delgatti Neto durante depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), que investiga os atos antidemocráticos de 8 de Janeiro. Ele afirmou que o ex-presidente lhe prometeu um indulto em caso de prisão por assumir um suposto grampo do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e por invasão de urnas eletrônicas.
Outra questão é o escândalo de venda de joias da Presidência. Segundo informações divulgadas pela revista Veja nessa quinta-feira (17), o advogado de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, disse que seu cliente vai admitir que vendeu os itens a pedido do ex-presidente e que o dinheiro foi entregue em espécie ao então mandatário e que estava cumprindo ordens.














