Após Moraes punir Flávio por divulgar carta de Bolsonaro, vídeo de Zanin lendo carta de Lula volta à tona
Na ocasião, Cristiano Zanin convocou a imprensa para divulgar a mensagem manuscrita de Lula.

O episódio ocorreu quando Zanin ainda integrava a equipe de defesa de Lula e atuava como porta-voz do ex-presidente durante o período de prisão.
Um vídeo gravado em 2019 voltou a ganhar repercussão nas redes sociais após a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de proibir o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por 90 dias. A medida foi adotada depois que Flávio divulgou, em uma transmissão nas redes sociais, uma carta escrita por Bolsonaro em apoio à sua pré-candidatura à Presidência da República.
Na decisão, Moraes entendeu que a divulgação da carta pode representar um descumprimento das medidas cautelares impostas ao ex-presidente, que está proibido de utilizar redes sociais direta ou indiretamente, inclusive por intermédio de terceiros. Além de suspender as visitas de Flávio, o ministro determinou que a defesa de Bolsonaro explique sua participação na divulgação do documento.
Foi justamente após essa decisão que internautas passaram a resgatar um vídeo de 30 de setembro de 2019, no qual o atual ministro do STF Cristiano Zanin, então advogado de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aparece lendo publicamente uma carta escrita pelo petista quando ele estava preso na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba.
Na ocasião, Zanin convocou a imprensa para divulgar a mensagem manuscrita de Lula. Na carta, o então ex-presidente informava que recusaria a progressão para o regime semiaberto, afirmando que não "barganharia" sua liberdade e que continuaria buscando o reconhecimento da nulidade das condenações impostas contra ele.
O episódio ocorreu quando Zanin ainda integrava a equipe de defesa de Lula e atuava como porta-voz do ex-presidente durante o período de prisão. Anos depois, em agosto de 2023, ele foi indicado por Lula para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal.
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