Anápolis tem selo de "bom pagador", destrava investimentos e anuncia pacote de obras
Nova classificação da cidade permite renegociar dívida de R$ 1,7 bilhão com juros menores; prefeito anuncia asfalto, centro de exames 24 horas, escolas e 3 mil vagas de emprego

Segundo o prefeito, a melhora da capacidade de pagamento permitirá renegociar a dívida de aproximadamente R$ 1,7 bilhão.
A conquista da classificação Capag B junto à Secretaria do Tesouro Nacional (STN) foi apresentada pela Prefeitura de Anápolis como o marco que permitirá tirar do papel uma série de investimentos na cidade. Nesta terça-feira (30), às vésperas do aniversário do município, comemorado em 31 de julho, o prefeito Márcio Corrêa (PL) anunciou um pacote de obras, ações para saúde e educação, programas de emprego e mudanças na administração pública, afirmando que a recuperação das contas abriu espaço para novos investimentos.
Segundo o prefeito, a melhora da capacidade de pagamento permitirá renegociar a dívida de aproximadamente R$ 1,7 bilhão em condições mais favoráveis, reduzindo os gastos mensais da prefeitura e liberando recursos para obras e serviços.
"Anápolis não tinha crédito. Estava quebrada. Agora, com a Capag B, podemos renegociar essa dívida com juros subsidiados. Hoje o município paga cerca de R$ 20 milhões por mês. Quando conseguimos reduzir essa parcela, sobra dinheiro para investir na cidade", afirmou Corrêa.
A Capag é o indicador utilizado pela União para medir a capacidade de pagamento de estados e municípios e influencia o acesso a operações de crédito com garantia do governo federal.
Os dados apresentados pela Secretaria Municipal de Economia mostram a mudança no cenário financeiro da cidade. O município saiu de um déficit primário de R$ 270 milhões, registrado no terceiro quadrimestre de 2024, para um superávit de R$ 194 milhões no primeiro quadrimestre de 2026. A administração também informou redução de 47% nas despesas com combustíveis, corte de 61% nos gastos com softwares e diminuição de 20,46% no número de cargos comissionados.
Durante a coletiva, Márcio Corrêa voltou a responsabilizar a gestão anterior pela situação financeira encontrada e afirmou que parte dos empréstimos contraídos no passado deixou apenas dívidas e obras inacabadas.
"Nós ficamos com as contas, com os juros e com as obras para serem finalizadas. Independentemente de quem iniciou essas obras, nós vamos concluí-las porque elas atendem à população", declarou.
Com a melhora da situação fiscal, a prefeitura anunciou a pavimentação de 30 bairros, sendo 23 atendidos por equipes do próprio município e outros sete com recursos de emendas parlamentares. Entre os setores beneficiados estão Primavera, Frei Eustáquio, Morumbi, Setor Sul, Igrejinha, Novo Paraíso e Vivian Park.
Na saúde, o destaque é a implantação de um Centro de Diagnóstico por Imagem 24 horas no antigo prédio do Ipaso, que oferecerá exames como ressonância magnética, tomografia, mamografia, ultrassonografia, endoscopia e eletroneuromiografia. Também foram autorizadas novas unidades básicas de saúde e CMEIs, além da conclusão de obras públicas paralisadas.
Na educação, a prefeitura pretende inaugurar um Centro Municipal de Tecnologia e Robótica e um novo CMEI na Vila Norte. O pacote ainda contempla a revitalização do Estádio Zeca Puglisi, do Ginásio Carlos de Pina e de outras arenas esportivas.
A administração também lançou o programa Anápolis Emprega, com previsão de cerca de 3 mil vagas em parceria com empresas privadas, e o Primeira Chance, destinado à contratação de aproximadamente mil adolescentes aprendizes.
Outra medida anunciada foi a criação da Cidade Administrativa, que reunirá secretarias municipais no Centro de Convenções para reduzir despesas com aluguéis.
Na mobilidade urbana, o prefeito informou que negocia com o governo federal a antecipação das obras do trevo da Havan, previstas atualmente para 2035. Enquanto isso, a prefeitura pretende realizar intervenções viárias e modernizar o transporte coletivo, com pagamento por PIX, QR Code, cartão bancário e monitoramento em tempo real da frota, além de buscar um subsídio estadual para o diesel utilizado pelas empresas do setor.














