Amauri Ribeiro declara apoio a Wilder, mas mantém "cabide" de cargos no Governo
Deputado fechou com pré-candidato do PL, mas continua gerenciando cerca de R$ 200 mil em cargos na Codego

O deputado estadual Amauri Ribeiro (PL) decidiu colocar as cartas na mesa — ou pelo menos parte delas. Em vídeo divulgado nesta terça-feira (7), o parlamentar confirmou o que muitos já suspeitavam: o apoio oficial é de Wilder Morais (PL) para o Governo de Goiás em 2026. A declaração coloca um ponto final nas especulações de uma aliança com o atual governador Daniel Vilela (MDB), mas abre uma crise ética sobre a permanência na base governista.
Tentando manter a diplomacia, Amauri destacou que Ronaldo Caiado e Daniel Vilela foram os primeiros a saber da decisão. Ele reafirmou ter "respeito e amizade" pela atual gestão, mas que seu compromisso partidário e pessoal agora é com o projeto de Wilder Morais e com a ala bolsonarista, citando inclusive o apoio de Flávio Bolsonaro em sua filiação ao PL.
O "Peso" dos Cargos
O que chama a atenção, no entanto, é que o apoio à oposição não veio acompanhado de um pedido de exoneração de seus aliados. Amauri Ribeiro continua com forte influência na estrutura do Estado. Segundo informações de bastidores, o deputado gerencia uma folha de aproximadamente R$ 200 mil mensais em indicações políticas.
O braço mais forte dessa influência está na Codego (Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás), onde o parlamentar possui quase 40 cargos sob sua batuta. O caso mais emblemático é o de seu irmão, Alexandre Ribeiro, que ocupa a vice-presidência da companhia com um salário de R$ 33 mil.
Equilíbrio Delicado
A permanência de Amauri na estrutura de governo, enquanto trabalha para eleger um adversário de Daniel Vilela, levanta questionamentos sobre a lealdade política e até onde o Palácio das Esmeraldas vai tolerar essa "vida dupla". Por enquanto, Amauri caminha no limite entre o apoio partidário ao PL e o benefício da máquina pública estadual.












