Aliados temem que ministro indicado por Bolsonaro autorize busca e apreensão contra Flávio
Senador entrou na mira das investigações do Caso Master após pedido de patrocínio para o filme Dark Horse. Aliados avaliam que novas decisões do ministro André Mendonça podem atingir o parlamentar durante a corrida eleitoral

Nos bastidores, o temor é de que uma eventual ação da Polícia Federal (PF) ocorra durante a campanha eleitoral.
Aliados do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) demonstram preocupação com a possibilidade de o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorizar uma operação de busca e apreensão contra o parlamentar no âmbito das investigações do Caso Master. Nos bastidores, o temor é de que uma eventual ação da Polícia Federal (PF) ocorra durante a campanha eleitoral, aumentando o impacto político e eleitoral para o senador.
A apreensão entre integrantes do grupo político de Flávio ganhou força após o avanço das investigações que envolvem o Banco Master e pessoas ligadas ao financiamento do filme Dark Horse, produção sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador passou a ser citado no caso depois que veio à tona que ele solicitou ao banqueiro Daniel Vorcaro recursos para patrocinar o longa-metragem.
A Polícia Federal investiga se parte do dinheiro destinado ao financiamento da produção cinematográfica foi desviada para outras finalidades. Essa hipótese ainda está sob apuração e integra uma das frentes abertas pelos investigadores.
As investigações também avançaram para apurar um possível vínculo entre o filme e uma empresa apontada como integrante de uma rede de lavagem de dinheiro ligada ao PCC. Essa nova linha de apuração ampliou a atenção sobre os personagens envolvidos na negociação do patrocínio.
Outro episódio que aumentou a pressão sobre o senador foi a divulgação de uma fotografia em que Flávio Bolsonaro aparece ao lado de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como "Sicário", apontado como chefe da milícia privada do proprietário do Banco Master. Inicialmente, o senador afirmou apenas que não conhecia Mourão. Posteriormente, passou a levantar dúvidas sobre a autenticidade da imagem, sugerindo que ela poderia ter sido produzida por inteligência artificial.
Nos bastidores, aliados avaliam que decisões recentes tomadas pelo ministro André Mendonça e o ritmo das investigações podem abrir caminho para novas medidas cautelares. A preocupação aumentou porque outros envolvidos nas tratativas do patrocínio ao filme já foram alvo de operações da Polícia Federal.
Entre eles está o publicitário Thiago Miranda, responsável por intermediar o contato entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro. Para integrantes do grupo político do senador, esse movimento é visto como um indicativo de que a investigação continua avançando e pode alcançar novos alvos nas próximas etapas.














