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GOIÂNIA

13 de Outubro de 2021, 17h:05 - A | A

POLÍCIA / DURANTE FESTA

Subtenente acusado de estupro coletivo é afastado da Polícia Militar

O militar, seu irmão e outro homem foram presos; jovem relata momentos de tensão durante os abusos

DA REDAÇÃO




O subtenente da Polícia Militar do Distrito Federal Irieneu Marques, de 44 anos, acusado de participar de um estupro coletivo contra uma jove durante uma festa, foi afastado da corporação. O crime aconteceu na madrugada do último sábado (9), em Águas Lindas de Goiás.

Além do militar, outros dois investigados foram presos em flagrante e devem responder pelo crime de estupro. A polícia busca ainda outros três suspeitos. 

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No momento do estupro, o subtenente estava em horário de serviço. Em nota, a Polícia Militar confirmou que o agente está preso em Goiás e ficará afastado da corporação até a conclusão das investigações. "A PMDF não compactua com quaisquer desvios de condutas, menos ainda com ações que configurem crimes. Iremos apurar os fatos e tomar as medidas pertinentes", afirmou. 

O estupro coletivo ocorreu durante uma festa que ocorria na casa dos suspeitos, no Setor 1 de Águas Lindas de Goiás. Além do militar, Thiago de Castro Muniz, de 36 anos, e Daniel Marques Dias, 37, foram presos. Daniel é irmão de Irineu, que teria organizado a festa.

A jovem, que não teve a identidade revelada, relatou o drama ao Correio Braziliense. Ela conta que segurou o choro porque eles poderiam matá-la. "Eu só queria que aquele terror acabasse", relata. A violência durou ao menos cinco horas, até que a vítima conseguiu escapar. 

Ela conta que foi à festa com um amigo, e até sua irmã chegou a ir, mas foi embora mais cedo junto com o amigo e ela resolveu ficar para aproveitar a piscina no dia seguinte.

Ainda de acordo com a jovem, por volta de 3h do sábado (9), ela perguntou para outras duas convidadas onde ela poderia dormir. As mulheres a levaram até um quarto e, logo após, voltaram para a festa. Em pouco tempo, o subtenente entrou no cômodo, sacou a arma e começou a intimidar a jovem. Em seguida, arrancou as roupas da vítima e forçou a relação sexual.

Depois do militar sair do quarto, outros dois homens entraram e também a estupraram, obrigandoa a fazer oral e até tentativa de sexo anal. Em seguida, entraram mais três homens. Os abusos duraram mais de cinco horas e, ao final, o militar retornou ao quarto e praticou novamente o estupro contra a jovem.

Por volta das 7h, os acusados abriram a porta e mulher conseguiu fugir do local. Ao sair do quarto, se deparou com as duas mulheres que a levaram até ali. A jovem acredita que a dupla esteja envolvida e que os abusos foram planejados. 

Os acusados ainda ofereceram carona para a levar para casa. Ela, então, pediu que chamassem um motorista de aplicativo. Quando eles saíram um pouco de perto, a vítima saiu batendo nas portas dos vizinhos pedindo por ajuda.

Os moradores acionaram a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) também esteve no local. Em seguida, foi encaminhada ao Hospital Municipal Bom Jesus. 

Ela passou por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML), que confirmou o crime. No laudo, ficou apontado secreções que são vestígios de abuso sexual, com risco de gravidez e infecções sexualmente transmissíveis. 

Após a denúncia do caso, a Polícia Militar foi até o endereço e prendeu seis pessoas. Na delegacia, a jovem reconheceu Irineu, Daniel e Thiago. Os outros foram liberados. 

A defesa do subtenente Irineu negou as acusações e dsse que ele não esteve no local, já que estava em seu local de trabalho, há pelo menos 50 km de distância, e só teria chegado na residência pela manhã.

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