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26 de Julho de 2022, 09h:51 - A | A

POLÍCIA / CASO BONÓPOLIS

Polícia aguarda laudos para definir participação do “comparsa” de assassino que estuprou e degolou crianças

A Polícia explica que o homem, preso há 16 dias, tido como “melhor amigo” de Reginaldo José Barbosa, negou participação no crime e se mostrou “sem emoção” durante depoimentos

MÁRIO ANDREAZZA
REDAÇÃO G5



Homem, nome não divulgado, investigado por envolvimento na morte brutal dos irmãos Luiz Otávio Nunes Reis, 7 anos, e Ayla Luciene Jesus Nunes, 5 anos, em Bonópolis (456 km da Capital), junto do “melhor amigo” Reginaldo José Barbosa, que morreu em confronto com a Polícia Militar (PM), continua preso e a Polícia Civil ainda apura sua participação.

Inicialmente, Luiz Otávio e Ayla foram degolados por Reginaldo. A menina ainda teria sido estuprada pelo acusado antes de ter o pescoço cortado e o corpo abandonado numa região de pasto na saída da cidade e a cerca de 300 metros da casa da família.

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Durante as investigações, o delgado Danilo Wendel, responsável pelas investigações, apurou que Reginaldo e o amigo moram num assentamento na zona rural de Bonópolis e que, no dia da morte das crianças, o acusado preso levou o assassino para a “cidade”.

Ainda segundo as investigações, o preso, que, supostamente, teria interesses “amorosos” em relação à mãe das crianças, tentava se aproximar e, inclusive, tinha o costume de ir à casa dela junto de Reginaldo, chegou a ligar para ela e descobriu que a mulher estava trabalhando, ou seja, fora de casa e as crianças sozinhas.

Ainda assim, o “amigo” e Reginaldo foram para a cidade, o assassino invadiu a casa das vítimas, matou o menino e levou a garotinha dentro de um saco para a região de pasto, onde estuprou e matou.

Uma vizinha chegou a relatar que viu o homem saindo da casa das vítimas com um saco nas costas, mas não poderia imaginar que seria Ayla. Pouco tempo depois, a mãe das crianças chega do trabalho e encontra Luiz Otávio morto num cômodo anexo à casa.

No decorrer das investigações, Reginaldo foi identificado, localizado quatro dias depois e morto a tiros em confronto com a polícia após reagir à prisão. Já com a informação de que esse “amigo” teria levado o assassino à cidade, inclusive com imagens de câmeras de segurança que mostram os dois juntos, os investigadores seguiram para o endereço e realizaram a prisão, que já completa 16 dias.

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Segundo o delegado, o homem preso se mostrou bastante tranquilo, “frio” e não esboçou nenhuma emoção ao falar sobre o caso durante os depoimentos, quando negou participação no crime, mas explicou que tinha interesse de se “relacionar” com a mãe das crianças. Sempre que iam à cidade, tanto ele quanto Reginaldo, passam pela casa das vítimas, de modo que “já eram conhecidos”.

Danilo explicou também que era comum todo início de mês os dois irem à cidade para que Reginaldo pudesse sacar dinheiro de um benefício, porém, a data neste mês já tinha passado e o acusado não soube explicar o que foram fazer naquele dia, já que ele sabia que a mulher não estava em casa. Fato que levanta suspeita de uma possível premeditação.

Apesar de acreditar no envolvimento do homem preso, o delegado aguarda os últimos resultados da perícia, que compara material genético do acusado com os encontrados nas cenas de crime, para determinar se ele participou efetivamente ou se auxiliou e instigou Reginaldo a cometer toda ação sozinho.

“Com relação a esses fatos a gente representou judicialmente para a coleta de material genético do acusado preso para comparar com o que foi coletado nas cenas de crime, tanto do menino quanto da menina. O resultado vai dizer que ele esteve presente na realização dos fatos ou se auxiliou no transporte do Reginaldo e até instigou que ele cometesse o crime. As provas técnicas serão o desfecho para apontar a participação dele nos crimes”, explicou Danilo.

O delegado ressaltou que o inquérito deve ser concluído até o fim de semana, quando todos os pontos deverão ser esclarecidos e encaminhados ao Ministério Público com o indiciamento dos acusados.

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