Motoristas banidos pagam R$ 400 e criam perfis falsos em aplicativos de transportes na Capital
Operação da Polícia Civil e Militar ocorreu na madrugada dessa quinta-feira (3). Dois presos confessaram pagar aproximadamente R$ 400 para comprar dados de terceiros e criar um perfil no aplicativo

As polícias Civil e Militar de Goiás prenderam quatro motoristas que atuavam nos arredores do Aeroporto de Goiânia utilizando contas falsas de motoristas de aplicativo, vendidas ilegalmente. A ação ocorreu na madrugada dessa quinta-feira (3). Dois deles confessaram aos policiais que pagaram aproximadamente R$ 400 para comprar dados de terceiros e criar um perfil no aplicativo.
Ao G5 News, o delegado Humberto Teófilo, responsável pelo caso, contou como as prisões ocorreram.
"Nós recebemos denúncias de que esses falsos motoristas estariam atuando no Aeroporto, na Rodoviária e nas festas. Anteontem, nós fomos até o Aeroporto por volta das 10 horas da noite e abordamos oito motoristas, sendo que ficou confirmado que quatro deles se intitulavam como Ubers, mas não eram. Além do mais, também descobrimos que eles compraram dados de terceiros usando a própria foto para continuar fazendo a corrida, até porque eles foram banidos da Uber", afirmou.
O delegado afirmou que os indivíduos incorreram inicialmente no crime de exercício ilegal da profissão, mas poderão também responder por associação criminosa e falsidade ideológica, cujas penas podem passar de 5 anos de prisão.
À reportagem, Humberto Teófilo também listou alguns cuidados que os usuários devem ter para evitar golpes ou outros crimes.
"Os cuidados que a gente recomenda é que os usuários dos aplicativos sempre façam a chamada pelo celular. E mesmo que demore 30 a 40 minutos, que eles esperem com calma. Até porque isso pode custar a vida deles. A maioria desses motoristas que ficam do lado de fora, que abordam essas pessoas, tem passagem pela polícia, como constatamos nessa operação, passagem por furto, violência doméstica contra mulher, porte ilegal de arma de fogo. Então, faça o pedido diretamente através do seu aplicativo, evitando assim cair em golpes, ser vítima de crime ou de abuso sexual, em especial mulheres, e até mesmo ser vítima relacionada a estelionato, sendo que muitos deles também tem algumas formas de burlar o sistema do aplicativo", finalizou.

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