Menino de 1 ano morre no hospital após entrada na unidade de saúde com lesão no ânus e hemorragia
O menino deu entrada no Hugol, em Goiânia, no sábado (05), levado pelo padrasto que informou na unidade de saúde que o enteado tinha caído da cama.

O bebê H.G. M V., 1 ano, que morava com a família em Jataí (321 km da Capital), foi internado com quadro clínico extremamente grave, com sinais de abuso sexual, hemorragia e hematomas, no Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia, no sábado (05), não resistiu e morreu nessa terça-feira (08).
Segundo o delegado Marlon Souza, responsável pelo caso, o menino era cuidado pelo padrasto, 27 anos, enquanto a mãe, também de 27, trabalhava como babá.
De acordo com a ocorrência, no sábado (05) o padrasto levou a criança em estado grave até à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Jataí, alegando que o menino tinha caído da cama.
A mãe estava trabalhando quando o filho foi internado. Devido à gravidade do estado de saúde, o menino precisou ser intubado e transferido para a unidade de saúde da Capital.
Os médicos que fizeram o atendimento no Hugol perceberam que a criança apresentava lesões no ânus e nas nádegas, o que pode indicar possível abuso sexual, além de marcas de mordidas, hematomas e hemorragia.
Diante das evidências, a equipe médica comunicou o fato à Polícia Militar (PM) e Conselho Tutelar.
Questionado pelos policiais militares, o padrasto alegou que estava na sala quando ouviu um barulho no quarto. Quando foi ver o que tinha acontecido, viu que o enteado tinha caído da cama e o encontrou ferido no chão, momento em que, segundo o rapaz, ele teria levado a criança à UPA.
Já a mãe alegou que estava trabalhando e que apenas foi informada de que o filho foi para o hospital, então, seguiu para a unidade de saúde acompanhar o atendimento da criança.
Questionada sobre o relacionamento com o rapaz, a mulher disse que estavam morando juntos há apenas três meses.
O corpo da criança foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passou por exame de necropsia, que vai determinar a causa da morte e atestar de as lesões nas partes íntimas foram acidentais ou provocadas para confirmar se o menino estava sofrendo estupros ou não.
A Polícia Civil aguarda laudo da perícia com as informações técnicas para constatar se houve crime para dar andamento às investigações e ouvir os envolvidos, mãe e padrasto da vítima.

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