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GOIÂNIA

20 de Julho de 2022, 19h:45 - A | A

POLÍCIA / A GRANDE QUADRILHA

Justiça condena "família do crime" a 67 anos de cadeia por roubo de defensivos em fazendas

Pai, mãe, filho e enteados foram condenados por organização criminosa, receptação, crime contra as relações de consumo, crime ambiental.

REDAÇÃO G5



Justiça condenou sete investigados da Operação Piratas do Campo, deflagrada no ano de 2021 pela Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Cargas (Decar). Somadas as penas, os agora réus condenados em primeira instância podem ter que cumprir 67 anos de prisão e ainda pagar 563 dias-multa.

Eles foram condenados pelos crimes de organização criminosa, receptação, crime contra as relações de consumo, crime ambiental.

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A sentença também determinou o perdimento de vários bens apreendidos pela Polícia Civil ao longo das três fases da operação: Caminhão Mercedes 1620, Cor Branca; Caminhão, Modelo F4000, Cor Branca; GM Montana; Fiat Siena. Este veículos serão leiloados. Depois disso, o valor arrecadado em leilão judicial deverá ser transferidos para conta do Fundo Especial de Apoio ao Combate à Lavagem de Capitais e às Organizações Criminosas – FESACOC.

Outros veículos também apreendidos ficarão à disposição da PCGO, sendo disponibilizados para uso da Decar e da Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores (DERFRVA) e também do Corpo de Bombeiros.

São eles: M.BENZ Sprinter Martm5, cor branca; Fiat Strada Advent Flex, cor cinza; VW Saveiro RB MBVS, cor branca; 02 (duas) empilhadeiras: HEDESA IC FORKLIFT TRUCK, COR AMARELA, e STTL, MODELO CLX-25, COR LARANJA; (01) um veículo UTV CAN-AM.

A investigação policial apurou que as empresas vítimas tiveram prejuízos da ordem de R$ 1 milhão e meio em defensivos agrícolas roubados, além dos danos decorrentes de valores pagos pelas vítimas pelo transporte de mercadoria, no importe de R$ 400 mil.

A Operação Piratas do Campo investigou um esquema criminoso organizado por membros de uma mesma família – pai, mãe, filho e enteados, todos presos em uma das etapas da operação.

Eles contratavam pessoas para roubar cargas de defensivos agrícolas de grandes fazendas e de caminhões que transportavam os produtos.

Os caminhões eram levados para galpões em Goiás e Mato Grosso onde, com sofisticada aparelhagem da indústria química, os defensivos eram adulterados para aumentar a litragem original em cem vezes.

Assim, o produto era falsificado e revendido com marca falsa de grandes indústrias. Várias lavouras de soja e milho foram destruídas por conta do produto falsificado e prejudicial ao meio ambiente.

A última etapa da operação ocorreu em julho de 2021. As investigações foram concluídas e os autos remetidos ao Judiciário.

O delegado Alexandre Bruno de Barros, titular da Decar, acentua como a repressão efetuada por meio desta grande investigação de polícia judiciária foi fundamental para reduzir a criminalidade nesta seara: “Se compararmos o índice roubo de cargas no primeiro semestre de 2021 com o primeiro semestre de 2022, houve uma redução de 61,2%. Isso só foi possível porque a investigação desmantelou a organização criminosa e descapitalizou seu aparato, com a apreensão e bloqueio de bens, agora referendado pelo Poder Judiciário, que decretou seu perdimento e os condenou a penas altas”.

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