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01 de Outubro de 2021, 10h:30 - A | A

POLÍCIA / IMINIGO ÍNTIMO

Homem acusado de estuprar filha e enteada é preso; mãe permitia abusos

Caso aconteceu em Mara Rosa; segundo a Polícia Civil, a mãe teria levado as crianças para a casa do estuprador após a denúncia e acabou presa

DA REDAÇÃO




A Polícia Civil de Goiás, por meio da equipe de investigadores da Delegacia de Mara Rosa, com apoio da Polícia Militar, prendeu em flagrante, no dia 28 de setembro, um homem investigado por estupro de vulnerável praticado contra sua filha, de 11 meses, e sua enteada, de 9 anos. Na mesma oportunidade, também foi presa a mãe das vítimas por indícios de que tenha concorrido com a prática do crime, omitindo-se do seu dever legal de proteção das vítimas.

De acordo com o delegado Matheus Ferreira de Oliveira, tudo teve início com a denúncia anônima feita para a Polícia Militar, que informava sobre a ocorrência de violência doméstica e estupro de vulnerável na residência do casal. Antes que a polícia conseguisse chegar ao local, porém, o investigado empreendeu fuga. “A partir daí, teve início um trabalho cooperativo ininterrupto entre a Polícia Civil e Polícia Militar de Mara Rosa para localizar o suposto autor”, conta.

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Paralelamente, as crianças foram encaminhadas para atendimento médico hospitalar, ao mesmo tempo em que o Conselho Tutelar tomava providências para resguardar as crianças da ação do agressor, abrigando-as, na companhia de sua mãe, em uma pousada local. Todavia, a genitora acabou fugindo do hotel e levando as crianças novamente à custódia do suspeito de estupro, valendo-se de uma história falsa para despistar as autoridades e ocultar as vítimas.

Após um esmerado trabalho de interrogatório conduzido pela equipe da Polícia Civil, a mãe acabou entregando a localização do investigado, o qual foi encontrado escondido na zona rural do município, na companhia das menores vítimas, momento em que foi dada voz de prisão ao casal. O local do esconderijo apresentava condições degradantes e insalubres (foto).

Segundo o delegado, o êxito da prisão viabilizou a perícia de corpo de delito conduzida pela Polícia Técnico Científica. Se condenado, o casal pode receber até 15 anos de reclusão. Após as providências de estilo, o procedimento será encaminhado ao Poder Judiciário.

 

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