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GOIÂNIA

05 de Julho de 2022, 18h:03 - A | A

POLÍCIA / VIROU ALVO DA POLÍCIA

Grávida foge com R$ 19 mil da família e mente que foi sequestrada para ficar com ex

Ocorrência foi registrada em Aparecia, quando a irmã da jovem recebeu mensagens sobre o suposto sequestro e denunciou à Polícia. Acusada vai responder por falsa comunicação de crime

MÁRIO ANDREAZZA
REDAÇÃO G5



Jovem, no nono mês de gestação, nome não divulgado, sacou R$ 19 mil da conta de um familiar, fugiu de casa, em Aparecida (região metropolitana da Capital), e foi para Brasília (DF) encontrar o ex-namorado. Como a família não aprova o relacionamento, ela mandou mensagem alegando ter sido sequestrada para não assumir que estava reatando com o ex.

O caso foi levado à Polícia Civil pela irmã da jovem na última quinta-feira (30).

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"A irmã procurou a delegacia dizendo que estava recebendo mensagens e fotos onde a jovem contava que tinha sido sequestrada. Porém, o sequestrador seria doente mental e não estava fazendo maldade com ela", explicou a delegada.

Foi relatado que no dia do “desaparecimento”, a grávida saiu de casa, foi ao banco sacar R$ 19 mil de uma conta a pedido da família, porém, não retornou com o dinheiro.

Com as mensagens e fotos em mãos, a delegada começou a procurar a localização do tal cativeiro. Os policiais foram até o distrito de Nova Fátima, perto de Aparecida de Goiânia, onde receberam informações que a jovem poderia estar, mas não a encontraram.

"Achamos bem estranho a pessoa estar em cárcere privado com um celular e mandar mensagens. Ela mandava fotos com ângulo ruim para não identificar o local", explicou a delegada.

Mas a polícia conseguiu descobrir o local onde a grávida estava escondida por detalhes de uma das fotos que ela mesmo enviou. Era um prédio em Brasília.

Os investigadores se deslocaram à região, deram buscas no prédio e flagraram a mulher com o, até então, ex-namorado, assim descobriram a farsa.

"Ela ainda não prestou depoimento, mas expliquei que o que ela fez foi criminoso e falei que abri um inquérito para apurar os fatos. Com elementos suficientes, podemos indiciá-la por falsa comunicação de crime", esclareceu Luiza Veneranda.

A pena para esse tipo de crime é de um a seis meses de prisão ou multa.

"Esse tipo de atitude prejudica o trabalho da polícia. Perdemos tempo para mobilizar equipes e recursos para investigar um sequestro que não era real", destacou a delegada.

Caso segue em investigação.

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