Ex-agente prisional que matou três pessoas da mesma família se entrega à polícia
Thiago Tavares Pimentel, que se passou por oficial de Justiça e chegou a algemar uma das "vítimas", foi identificado durante as investigações, mas se entregou na noite dessa quinta-feira (3).

O ex-agente prisional Thiago Tavares Pimentel, 44 anos, acusado de executar três pessoas da mesma família, na noite de quarta-feira (2), em uma fazenda, na zona rural de Leopoldo de Bulhões (62 km da Capital), se entregou à Polícia Civil na noite dessa quinta-feira (3).
A namorada de uma das vítimas, que foi baleada, mas se fingiu de morta, e foi a única a sobreviver à chacina, está colaborando com as investigações.
De acordo com as investigações, após a chacina, os criminosos tentavam carregar os corpos das vítimas para colocar no carro e desovar em outro ponto. No entanto, ao avistarem a proximidade da Polícia Militar (PM), os assassinos fugiram a pé, se embrenhando em matagal, deixando o veículo e documentos para trás.
Após a verificação do carro e documentos apreendidos, os investigadores chegaram à identificação de um dos acusados e, imediatamente, foi solicitada a prisão preventiva do criminoso, expedida pela Justiça.
No entanto, Thiago Tavares Pimentel se entregou espontaneamente nesta quinta.
Agora, as investigações continuam para tentar identificar outros envolvidos e descobrir a motivação do crime.
Thiago trabalhava como vigilante penitenciário temporário em presídios do Estado, entre 2019 e 2020.
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Relembre o caso
As vítimas da chacina foram a jovem Jéssica Vilefort, 29 anos, a mãe Suzana Vilefort, 49, e o padrasto Denismar Ricardo, 49. O crime ocorreu na noite dessa quarta-feira (2).
Dois homens teriam chegado de carro, entrado na fazenda e se apresentado como Oficial de Justiça dizendo que teria um mandado de prisão em aberto contra Denismar.
Os criminosos, então, algemaram o homem e o levaram para um cômodo da residência, onde atiraram contra ele e, logo em seguida, contra Suzana e Jéssica.
A namorada de Jéssica também foi atingida por um tiro de raspão, mas se fingiu de morta até os executores irem embora do local e conseguiu fugir.
Renata Campos, familiar de Suzana e Jéssica, contou à TV Anhanguera que a sobrevivente relatou tudo o que aconteceu dentro da residência. Segundo ela, a vítima teria ouvido os primeiros tiros e agachou para tentar se esconder.
No entanto, os criminosos teriam visto ela e, nesse momento, ela teria implorado para não ser assassinada, momento em que responderam que as mortes eram "encomendadas".
A mulher colocou as mãos no rosto e tiro passou de raspão na mão dela. Em seguida, para tentar sobreviver, ela se fingiu de morta e permaneceu no local até os executores irem embora.

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