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17 de Agosto de 2021, 11h:19 - A | A

POLÍCIA / “Don Juan”

Estelionatário se passava por servidor da Receita Federal para aplicar golpes em quase 100 pessoas

Criminoso responde a mais de 70 estelionatos em três estados e no Distrito Federal

YAGO SALES
REDAÇÃO




David Alves Bezerra tem apenas 30, mas uma fama que ninguém poderia imaginar ao vê-lo pessoalmente. Por trás da aparência de homem branco, olhos azuis e roupas caras, uma ficha criminal que justifica a vida de luxo.

Jatinho, viagens e lábia para convencer qualquer mulher a ter uma relacionamento com ele. Mas, ao contrário do que dizia sobre amor, David queria mesmo era o contato de gente rica das mulheres com quem se relacionava. Ele queria gente com muito dinheiro para enganar e aplicar golpes que já o levaram à prisão lá na cidade de Caucaia, no Ceará. 

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Ou seja, David, o “Don Juan”, já está preso. Mesmo assim, a Polícia Civil de Goiás, por meio do Grupo de Repressão a Crimes Patrimoniais (Gepatri) de Valparaíso de Goiás cumpriu, na última segunda-feira (16), o mandado de prisão preventiva por sete crimes de estelionato, praticados contra vítimas de Valparaíso de Goiás.

De acordo com as investigações, o homem, que também usava os apelidos de Berlim e Alemão, fingia ser analista da Receita Federal e fez, pelo menos, oito vítimas no Entorno do Distrito Federal, que foram identificadas pela Polícia até o momento.

No entanto, ele, que é natural de Fortaleza, responde a mais de 70 estelionatos nos estados de Santa Catarina, Roraima, Mato Grosso e no Distrito Federal. Para enganar as vítimas, ele se passava servidor público e dizia ter acesso a bens apreendidos pela receita federal e fazendas estaduais e se utilizava desse ardil para oferecer aparelhos eletrônicos e bens importados de elevado valor econômico às vítimas. Para tanto, ele falava que tinha acesso a lotes de produtos que iriam a leilão, mas que conseguiria vender tais objetos por preços bem abaixo do mercado.

Com isso, ele conseguia que as vítimas realizassem transferências financeiras na promessa de entrega de celulares, notebooks, perfumes importados, computadores, dentre outros. As vítimas transferiam os valores, e, na data acordada para entrega dos objetos, David desaparecia. Para isso, ele se utilizava de contas bancárias de terceiros, os quais caíam no encanto do golpista, sacavam os valores e repassavam para ele.

Segundo o delegado Leonilson Pereira, o investigado tinha uma vida nômade e aplicava golpes por todo o país. Onde ele chegava, procurava mulheres para de relacionar amorosamente e as persuadia a captar as vítimas do seu meio, estabelecendo um ciclo de confiança para que as vitimas caíssem facilmente no golpe, por esse motivo ele tinha por alcunha “Don Juan”. Após pouco tempo em cada cidade, ele se mudava.

Estima-se que ele tenha feito mais de 90 vítimas pelo país. “Durante as investigações, tivemos acesso a imagens que demonstram uma vida de luxo que o acusado levava, o qual exibia suas viagens, andanças em carros de luxo e manuseio de altos valores em dinheiro, menosprezando inclusive a atividade policial que o investigava”, conta o investigador. Para dar maior credibilidade à sua atuação, ele se expunha nas redes sociais como servidor público e enviava imagens uniformizado para as vítimas.

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