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GOIÂNIA

16 de Julho de 2021, 09h:42 - A | A

POLÍCIA / ESQUEMA NA CODEGO

Casal de servidores é acusado de receber R$ 1,5 milhão de propina em Goiás

Grupo com 11 pessoas foi indiciado por corrupção passiva e associação criminosa; esquema funcionou de 2016 a 2018

DA REDAÇÃO




A Polícia Civil indiciou 11 pessoas pelos crimes de corrupção passiva e associação criminosa no âmbito da Operação Cherokee, deflagrada há dois meses, que investiga esquema de propina na Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego).

As investigações concluíram que, entre os anos de 2016 e 2018, o grupo - que inclui servidores públicos - cobrou propinas de ao menos 12 empresários que tinham interesse em se instalar nos distritos agroindustriais de Goiás. Um casal de servidores foi apontado como líder do grupo. Eles teriam faturado ao menos R$ 1,5 milhão.

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Os líderes do esquema criminoso foram indiciados por 11 atos de corrupção. O homem responde ainda por subtração de um processo da Codego, que foi encontrado pelos policiais em sua residência.

A Polícia solicitou o bloqueio dos bens de todos os indiciados. A delegada Débora Melo, da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), pediu ainda o sequestro de R$ 1,5 milhão do casal envolvido no esquema.

Em nota, a Codego afirma que os crimes ocorreram na gestão passada e que está contribuindo para as investigações.

LEIA NA ÍNTEGRA

"A atual diretoria da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego) reforça que a investigação em curso é referente aos anos de 2016 a 2018, portanto da gestão estadual passada, e reafirma que tem contribuído de todas as maneiras possíveis com o trabalho policial na apuração dos fatos.

Concomitantemente, a direção tem tomado medidas rígidas de controle interno, de transparência e compliance, com treinamentos e qualificações contínuas dos colaboradores, inclusive sobre o Código de Ética e Conduta da Codego, que prevê tolerância zero para corrupção.

Por fim, ressaltamos o trabalho de reconstrução da Companhia e dos distritos agroindustriais administrados pelo Estado, que foram abandonados pelos gestores do governo anterior.

Seguiremos com a missão de promover o desenvolvimento sustentável de Goiás com atividades de fomento para incremento da economia, diminuição da desigualdade regional e geração de emprego e renda aos goianos.

Goiânia, 16 de julho de 2021."

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