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05 de Agosto de 2022, 15h:13 - A | A

PODERES / VIROU NOVELA

TSE reconduz ao cargo presidente do PROS que apoia aliança com Lula

Defesa de Eurípedes Júnior denunciou suposto esquema de “negociações em dinheiro” que teria influenciado “decisão” no TJ-DF

MÁRIO ANDREAZZA
REDAÇÃO G5



A “guerra judicial” pelo comando do diretório nacional do Partido Republicano da Ordem Social (PROS) ganhou mais um “capítulo” nesta sexta-feira (05), quando o ministro Ricardo Lewandowski apontou “violação da competência do Tribunal Superior Eleitoral” e suspendeu os efeitos da liminar, expedida pelo ministro Antônio Carlos Ferreira, que mantinha perito aposentado da Polícia Civil, Marcus Holanda, na presidência da legenda.

Com a “nova decisão”, o fundador do PROS, Eurípedes Júnior volta ao comando.

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Lewandowski aponta, como argumento para o novo “efeito”, que Holanda teria violado com competência do TSE a, supostamente, ter realizado pagamentos a uma irmã de desembargador do Tribunal de Justiça (TJ).

A defesa de Eurípedes, que trabalhava para reverter a última decisão, do ministro Ferreira, nessa quinta-feira (05), apontou suspeitas de negociações em dinheiro que teriam “influenciado” na decisão do TJ-DF, após divulgação de áudios, pela Folha de São Paulo, que mostravam Holada afirmando ter feito pagamentos picados à advogada Raquel Costa Ribeiro, irmã do desembargador.

A defesa de Eurípedes comemorou a “vitória”, falou em Justiça e destacou a importância da imparcialidade nas decisões esteja acima de qualquer “dúvida”.

“Dia após dia são reveladas na imprensa influências externas que levaram e comprometeram a imparcialidade dessa decisão. No estado democrático de direto, para que um julgamento tenha validade não basta que tenha sido imparcial, é necessário que a imparcialidade do julgado esteja acima de qualquer dúvida razoável a respeito de qualquer tipo de favorecimento”, pontuou. (Com informações do Jornal Opção).

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Entenda

Eurípedes e Marcus Vinícius travam uma briga judicial pela presidência do PROS desde o ano passado. Eurípedes teria vencido a briga judicial na primeira instância, com decisão da 21a Vara Cível de Brasília, no entanto, Marcus Vinícius recorreu à segunda instância da Justiça, sob acusação de “desvios milionários” da legenda e conseguiu tirar o fundador da presidência.

Em março, uma reunião partidária foi legitimada pela Justiça e confirmou Marcus Vinícius no comando do PROS.

Eurípedes recorreu ao STJ que, no entendimento do ministro Mussi, as instâncias inferiores que destituíram a presidência do partido se basearam em elementos insuficientes de prova. Por liminar, no último domingo (31), o magistrado reencaminhou o fundador ao comando da sigla, onde permaneceu até esta quarta (04), quando a liminar foi derrubada por Ferreira.

Nessa quinta-feira (05), defesa de Eurípedes recorreu novamente, apontou suposto esquema de negociações em dinheiro feitas por Holanda à irmã de um desembargador e conseguiu derrubar a liminar do ministro Antônio Carlos Ferreira, com a nova decisão de Ricardo Lewandowski.

 

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