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GOIÂNIA

23 de Junho de 2022, 11h:05 - A | A

PODERES / "FASTAMA NA PREFEITURA"

Rogério Cruz demorou um ano para demitir assessor que recebeu salário sem trabalhar

Prefeito afirma que demora na exoneração seguiu trâmite normal e que Helder Diego da Silva Bartolomeu recebeu apenas um salário, mesmo sem ir à secretaria onde estava nomeado.

RAFAEL DE SOUSA
REDAÇÃO G5




O prefeito Rogério Cruz (Republicanos) demorou cerca de um ano para demitir o então assessor da Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação (Seplanh), Helder Diego da Silva Bartolomeu, que nunca apareceu para trabalhar na Prefeitura de Goiânia.

Bartolomeu foi preso nessa quarta-feira (22) durante operação da Polícia Federal, que apura esquema de corrupção no Ministério da Educação (MEC). Ele era aliado dos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura.

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Durante entrevista na manhã desta quinta-feira (23), o prefeito disse não saber quem indiciou Bartolomeu para o cargo, mas que o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) seguiu trâmite normal e, assim que o processo para exoneração chegou ao gabinete, foi feito o desligamento.

Ontem à noite, a prefeitura afirmou que o assessor foi nomeado em 25 de maio do ano passado, mas não compareceu para trabalhar, razão pela qual foi aberto, em 15 de junho do mesmo ano, processo administrativo por abandono de cargo - veja aqui.

No entanto, o procedimento durou um ano e a exoneração só foi formalizada no Diário Oficial do Município em 10 de maio de 2022 depois que Helder Diego da Silva Bartolomeu apareceu nas investigações da Polícia Federal.

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Ele fazia parte do grupo de pastores que participava de reuniões no MEC e, supostamente, cobrava propina a prefeitos para intermediar liberação de recursos do Fundo Nacional de Educação.

A Prefeitura de Goiânia também afirma que houve o devido bloqueio de salário, em julho de 2021, o que impediu que fossem realizados pagamentos indevidos.

Mesmo sem trabalhar um único dia sequer, o então servidor recebeu pelo menos dois salários, porém, o Executivo declarou que o processo assegura a devolução de eventual quantia paga, porém, não especifica o valor recebido por Bartolomeu.

O G5News apurou que se realmente houve o bloqueio do pagamento, o então assessor recebeu pelo menos R$ 2,4 mil.

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