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GOIÂNIA

29 de Junho de 2022, 09h:20 - A | A

PODERES / VEJA VÍDEO

Pastor Gilmar ora por “vitória financeira em tempo de crise”

Religioso goiano é um dos investigados pela PF em suposto esquema de desvio de verbas do MEC. Ele foi preso e solto na semana passada

CLEOMAR ALMEIDA
METRÓPOLES



Investigado por supostos desvios no Ministério da Educação (MEC), o pastor Gilmar Santos orou por “vitória financeira em tempo de crise”, durante culto na terça-feira (28/6), em uma igreja da capital goiana. Vídeo mostra o momento da oração no templo religioso.

“Glória a Deus, sejamos abençoados financeiramente. Deus nos dê vitória financeira nesse tempo de crise”, disse o pastor, que foi solto pela Justiça na semana passada. Ele é um dos alvos da Polícia Federal em investigação que apura supostos desvios de verba no Ministério da Educação no caso que também envolve o ex-ministro Milton Ribeiro.

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Veja vídeo abaixo:

O pastor fez a declaração enquanto orava em um culto no Ministério Cristo para Todos, em Goiânia, e também publicou um trecho dela em suas redes sociais. A celebração foi transmitida pelas redes sociais do pastor na noite de terça-feira (28/6). Gilmar não comentou sobre a prisão ou a investigação durante a oração.

Liberação de verbas
De acordo com a Polícia Federal, Gilmar Santos é um dos investigados por suposto envolvimento em um esquema para liberação de verbas do Ministério da Educação para município. Segundo prefeitos, houve pedidos de propina para ajudar a destravar recursos na pasta.

O suposto esquema com participação de Gilmar e do também pastor Arilton Moura no Ministério da Educação, mesmo sem terem cargos no órgão, foi revelada pelo jornal O Estado de São Paulo em março deste ano.

Dias depois, o jornal Folha de S.Paulo revelou uma gravação em que o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro disse, à frente do ministério, que tinha como prioridade “atender primeiro os municípios que mais precisam e, segundo, atender a todos os que são amigos do pastor Gilmar”. Ele se referiu a Gilmar Santos.

Pedido de Bolsonaro
O ex-ministro da Educação disse que seguia uma orientação do presidente Jair Bolsonaro (PL), já que, segundo ele, atender a todos os que são amigos do pastor Gilmar foi um pedido do chefe do Executivo federal.

A PF abriu um inquérito para investigar o caso e, na semana passada, fez buscas e prendeu Gilmar, Arilton, o ex-ministro Milton Ribeiro, o ex-assessor do MEC Luciano Musse e Helder Diego da Silva Bartolomeu, genro do outro pastor, Arilton Moura. Todos foram soltos após uma decisão do desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).

Segundo as investigações da Polícia Federal, o pastor Arilton Moura pediu R$ 100 mil ao empresário José Edvaldo Brito, em troca da realização de um evento em Odessa com a participação de Milton Ribeiro, então ministro da Educação.

O empresário disse que fez os depósitos a pedido do pastor Arilton Moura. Segundo ele, os recursos seriam para ações filantrópicas.

Documentos enviados pelo empresário José Edvaldo Brito à Controladoria-Geral da União (CGU) mostram a realização de depósito de R$ 17 mil na conta de Wesley Costa de Jesus, genro do pastor Gilmar Santos, e de R$ 20 mil para Musse (o ex-assessor do MEC); e R$ 30 mil Bartolomeu.

O evento do ministro Milton Ribeiro com prefeitos da região de Nova Odessa ocorreu em 21 de agosto, 16 dias depois dos pagamentos.

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