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15 de Outubro de 2021, 12h:02 - A | A

PODERES / ESTADO SEMIVEGETATIVO

Juiz determina que plano de saúde volte a oferecer home care a paciente

Consta dos autos que a paciente foi assistida como dependente, no entanto, desde setembro, o acompanhamento passou a ser feito por uma empresa terceirizada

DA REDAÇÃO




O juiz Leonys Lopes Campos da Silva da 1ª Vara da Fazenda Pública Estadual determinou que o Instituto de Assistência dos Servidores Públicos do Estado de Goiás (Ipasgo) volte a oferecer home care a paciente em estado semivegetativo. O magistrado julgou como procedente o pedido da mãe da paciente que solicita atendimento domiciliar à filha que, aos sete meses, foi diagnosticada com tumor cerebral, e vive em estado semivegetativo desde então, estando atualmente com 43 anos.

Consta dos autos que desde a identificação do tumor, a paciente foi assistida por assistência domiciliar, como dependente do plano de saúde da mãe no Ipasgo. No entanto, desde 29 de setembro de 2020, o acompanhamento do tratamento passou a ser feito por uma empresa terceirizada, Ludovida, e, a partir de então, parou de ser assistida pelo formato domiciliar, além de ter sofrido restrições aos cuidados indicados pelo corpo médico e ainda necessitou pagar guias excedentes para além do valor mensal do plano.

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O magistrado, em sua decisão, lembra que a paciente foi atendida de forma domiciliar até a ”relatada terceirização de atendimento do tratamento de internação hospitalar (home care), quando, de forma arbitrária, foi alterada a modalidade, sob o argumento de que não possui o score necessário para aquele atendimento.. e que a decisão que consta da requerente ser paciente não elegível para internação domiciliar é considerada abusiva, pois o tratamento home care é essencial para garantir a saúde ou a vida da paciente”.

Na sentença, o magistrado julgou procedente o pedido inicial, nos termos do artigo 487, I, do Código de Processo Civil. E determinou que o Ipasgo volte a oferecer o serviço de home care à paciente, pagar multa já estipulada em decisão liminar, como também as custas e despesas processuais.

Outro lado

O Ipasgo alegou que a internação familiar home care não integra a cobertura do plano por suas tabelas, e, portanto, o atendimento torna-se facultativo. Também coloca que a requerente não comprovou necessidade deste tipo de tratamento por laudos médicos, e que, por meio de avaliação de complexidade assistencial, realizada em 16 de dezembro de 2020, o serviço era inelegível à solicitante de acordo com critérios da Tabela de Avaliação e Complexidade Assistencial da Associação Brasileira de Medicina Domiciliar (ABEMID).

(Com assessoria)

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