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GOIÂNIA

31 de Julho de 2022, 13h:10 - A | A

PODERES / JOGO POLÍTICO

Em busca da vice, Major Vitor Hugo “pisca” para o Avante e PSD que não respondem

Candidato do PL ao Governo declarou que manteve contato com o Avante e já deixou as portas abertas para Lissauer Vieira, do PSD: “Rolou uma piscadinha, não sei se será recíproca”.

RAFAEL DE SOUSA
REDAÇÃO G5



O candidato ao Governo de Goiás, deputado federal Major Vitor (PL), corre contra o tempo para negociar um nome para vice até o próximo dia 15, data final para que todos os candidatos registrem suas chapas na Justiça Eleitoral para o pleito deste ano. A mais cotada para vaga era Izaura Cardoso, esposa do senador Vanderlan Cardoso, mas por “foro íntimo pessoal” a aliança não será fechada.  

Para não ter que disputar as eleições com chapa pura, o que não está descartado pelo Partido Liberal em Goiás, o candidato do presidente Jair Bolsonaro (PL) tenta conseguir pelo menos um partido, o Avante e/ou PSD, do presidente da Assembleia Legislativa, Lissauer Vieira, pré-candidato ao Senado. As duas siglas estão na base do governador Ronaldo Caiado, pré-candidato à reeleição pelo União Brasil.

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Em entrevista coletiva na semana passada, Vitor Hugo afirmou que tem conversado com forças políticas e disse que “andou piscando” para o Avante, partido presidido em Goiás pelo vereador de Goiânia, Thialu Guiotti.

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“Encontrei o presidente do Avante e se fosse o presidente Bolsonaro falaria que rolou uma piscadinha”, explicou Vitor Hugo.

A questão é que o próprio candidato afirma que Thialu não respondeu a investida.

“Não sei se a piscadinha vai ser recíproca, mas tenho vontade de continuar conversando com todos”, confirmou.

Sem querer deixar transparecer as dificuldades que tem enfrentado para conseguir fechar apoio de outras legendas ao redor, disse que não vê problemas caso avance no processo eleitoral com uma chapa pura, o que chama de solução caseira.

“Não me importo em ser chapa pura. Quero fazer um governo dos melhores, não quero fazer um governo composto por alianças políticas. Se algum partido quiser vir conosco para compor dentro de uma pauta e um assunto, aceitamos e queremos, claro”, declarou.

O candidato usa o argumento que só aceitará alianças caso as siglas não exijam espaço em seu Governo, ou seja, como comando de secretarias e autarquias, mas quem entende de política sabe bem que esse tipo de negociação não existe, pois, o próprio presidente Jair Bolsonaro, que tentou montar um governo com ministérios técnicos perdeu governabilidade e precisou se aliar a partidos do Centrão, inclusive, àqueles que mais criticou.

De qualquer forma, o Major candidato tem até o dia 15 de agosto para mostrar se realmente tem articulação para convencer aliados dos adversários a mudarem de lado. É acompanhar para ver.

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