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23 de Junho de 2022, 08h:02 - A | A

PODERES / PROPINA NA EDUCAÇÃO

CPI do MEC tem apoio suficiente para ser aberta; Kajuru foi único senador de Goiás a assinar documento

Com 27 assinaturas a favor, decisão final para instalar a comissão, agora, é do presidente Rodrigo Pacheco (PSD).

RAFAEL DE SOUSA
REDAÇÃO G5




O senador Jorge Kajuru (Podemos) foi o único de Goiás a assinar requerimento para abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar suspeitas de desvios de dinheiro público do Ministério da Educação (MEC). Vanderlan Cardoso (PSD) e Luiz do Carmo (PSC) não assinaram o documento.

A assessoria de imprensa dos dois senadores alegaram que não foram procurados por Kajuru que já teria conseguido o número mínimo de assinaturas para protocolar o documento.

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No entanto, a decisão final é do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que já afirmou que a Comissão Parlamentar de Inquérito só será aberta se cumprir todos os requisitos.

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Jorge Kajuru afirmou em entrevista à Jovem Pan, nessa quarta-feira (22), que a CPI só irá acontecer devido à prisão do ex-ministro Milton Ribeiro e dos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura.

Eles são acusados de suposto envolvimento em um esquema junto a prefeitos para liberação, por meio de pagamento de propina, de recursos do Ministério da Educação.

“A prisão foi preventiva, ou seja, só pode ser determinada se a Polícia Federal tiver em posse de material importante, cabal e inquestionável. Vamos esperar. Não podemos julgar nada a partir de agora. Temos que aguardar o resultado das investigações e o que vai falar o ex-ministro, além do que vão falar os pastores”, declarou Kajuru.

O senador afirmou ainda que a comissão deve ser aberta para investigar os fatos, mas sem revanchismo político.

“Quanto à CPI, a única coisa que peço é que ela não seja realizada com revanchismo, principalmente, em um ano eleitoral. Se for revanchista não irei participar dela e serei o maior crítico”, pontuou o parlamentar.

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