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GOIÂNIA

16 de Junho de 2022, 09h:45 - A | A

PODERES / DENÚNCIA DE VEREADOR

Com dívida de R$ 4 milhões na Saúde, MP ‘impede’ novos eventos e obriga prefeito a cancelar “Arraiá Show” em Caldas Novas

Ministério Público concordou com argumento do vereador Weuller Gonçalves (MDB) de que a Justiça só permitirá realização de festas pela prefeitura após quitação das dívidas judicializadas.

RAFAEL DE SOUSA
REDAÇÃO G5



A Prefeitura de Caldas Novas (169 km de Goiânia) cancelou, nessa quarta-feira (15), o “Arraiá Caldas Show” - marcado para ocorrer entre os dias 22 e 25 de junho.

A decisão ocorreu depois que Ministério Público Estadual (MPGO), acionado pelo vereador Weuller Gonçalves (MDB), recomendou que o prefeito Kleber Luiz Marra (Republicanos), antes de gastar dinheiro público com eventos, honre dívidas da Saúde que estão judicializadas, caso contrário responderá na Justiça.

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Diante da possibilidade de ser processado pelo MP, Kleber Luiz Marra optou por suspender a festa que teria as apresentações de Cleber e Cauan, Max e Luan, Edy Britto e Samuel e Fernanda Costa.

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“Devido à decisão judicial n° 5189674.18, proferida na gestão anterior, em 2019, todos os eventos programados pela atual gestão da Prefeitura Municipal de Caldas Novas, serão reagendados, inclusive o Arraiá Caldas Show, programado para 22 a 25 de junho de 2022”, disse em nota na tarde dessa quarta-feira (15).

Porém, o Executivo ainda não informou em qual data a festa será realizada.

O vereador Weuller demonstrou ao MP que na determinação judicial de 2019 consta que até a quitação do montante de quase R$ 3,7 milhões, deixado pelo ex-prefeito Evandro Magal (PP), o Município não deve ter gastos com eventos.

Outro fato, segundo o vereador, é que, no período de janeiro de 2021 a junho deste ano, o débito “acima referido aumentou para R$ 3.936.927,43, mas, ainda assim, a atual gestão continua realizando novas quebras da ordem cronológica de pagamentos”.

Por outro lado, a Procuradoria-Geral do Município afirmou que o valor gasto no evento é do Turismo e que o setor é importante para economia local, mas sem provar a não ocorrência de quebra de ordem cronológica dos pagamentos.

Por esse motivo, o promotor Sávio Fraga e Greco optou por recomendar o cancelamento do evento.

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