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28 de Maio de 2022, 14h:30 - A | A

PODERES / REAL TIME BIG DATA

Aliança com Vilela não transfere votos e pesquisas mostram queda de Caiado ao Governo

Será difícil o presidente do MDB convencer seus eleitores a transferirem os poucos mais de 479 mil votos, que obteve nas eleições de 2018, para o governador

RAFAEL DE SOUSA
DA EDITORIA



Duas últimas pesquisas Real Time Big Data, divulgadas pela TV Record, no âmbito estadual, neste ano, mostram queda significativa nas intenções de voto para o governador Ronaldo Caiado (União), de 43% em fevereiro para 33% em maio, apesar da aliança com o antigo rival, presidente do MDB estadual, Daniel Vilela, pré-candidato a vice-governador. Veja pesquisa completa no fim da reportagem

Os números mostram, apesar desta última amostragem conter mais pré-candidatos, que será difícil Daniel convencer seus eleitores a transferirem para Caiado os poucos mais de 479 mil votos que obteve nas eleições de 2018, com quem disputou o Palácio das Esmeraldas.

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O eleitor ainda não entendeu o fato do ex-candidato ao Governo, Daniel Vilela, que rachou o MDB por essa aliança, agora estar ao lado de seu adversário.

Apesar de comemorarem a liderança neste último levantamento, os números não são positivos como tentam transparecer os aliados. Caiado enfrenta dificuldade para atrair novos votos, mesmo com a aliança do MDB, grupo que, até recentemente, chamava de “organização criminosa”.

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A queda ocorre com a aproximação da campanha eleitoral e é muito preocupante para o grupo União Brasil e MDB, já que demonstra estratégias fracassadas.

Nesta fase, o normal seria que o chefe do Executivo estadual, com o Estado "nas mãos", tentando se reeleger, começasse a crescer eleitoralmente com o fechamento de apoios políticos e intensificação da agenda de Governo.

Caiado tem aparecido em anúncios de concursos públicos, entrega de obras, reajustes de salários, entre outros benefícios dados por quem tem a “máquina na mão” e faz uso dela.

A queda ocorre com a aproximação da campanha eleitoral e é muito preocupante para o grupo União Brasil e MDB, já que demonstra estratégias fracassadas.

O pesquisador das áreas política e eleitoral do Instituto de Pesquisa e Informações Percent Brasil, parceiro do G5News, Ronye Steffan, avalia que o encolhimento de Caiado ocorre pelo desgaste que a própria Gestão Pública impõe aos governantes.

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A chegada de um novo nome, como do ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha (Patriota), que deve ser o principal adversário do atual governador, é um exemplo.

Diário da Manhã

Jornal

Trecho de matéria do “Diário da Manhã”, em 26 de junho de 1998, quando Caiado disse que ja­mais irei ao palanque do [então] PMDB.

“A perda de votos e capital político do atual governador, que tenta reeleição, estão atribuídas à gestão administrativa e política do próprio mandato. Outro fator que tirou seus votos foram novos nomes de pré-candidatos na disputa ao cargo, onde houve migração e pulverização de parte desses eleitores. Devido à deficiência administrativa e rejeição às ações e serviços do mandato, muitos eleitores estão apostando em novos candidatos para assumir o Palácio das Esmeraldas em 2023”, avalia.

Ronye também declara que o eleitor ainda não entendeu o fato do ex-candidato ao Governo, Daniel Vilela, que rachou o MDB por essa aliança, agora estar ao lado de seu adversário.

“O exemplo é a união do ex-presidente Lula e Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo. Se fosse somar o capital político que o Alckmin tem atualmente somado ao de Lula, o petista estaria acima de 50%, vitória garantida no primeiro turno, mas não é isso que ocorre, ou seja, a população acredita que neste caso se trata de uma composição maquiada. Agora, a tentativa, sem dúvida, é somar os capitais políticos para conseguir o maior número de votos possíveis. Mas, por exemplo, essa do Alckmin foi ‘tiro no pé’, tanto que Lula continuava entre 40% a 43%, não conseguiu migrar o capital político de seu vice. O ex-presidente só apresentou crescimento nas pesquisas, atingindo 48% segundo o Datafolha, com a desistência de João Doria à corrida eleitoral. O mesmo acontece na relação Caiado e Vilela que, apesar da união, segue caindo nas pesquisas”, analisou Ronye Steffan.

Veja dados das duas pesquisas

Pesquisa em fevereiro 2022 - quando ainda não havia fechado com o MDB

Ronaldo Caiado – 43%
Marconi Perillo – 22%
Gustavo Mendanha – 20%


Pesquisa maio de 2022 - com aliança com o MDB

Ronaldo Caiado (União Brasil) - 33%

Marconi Perillo (PSDB) - 18%

Gustavo Mendanha (Patriota) - 16%.

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