De acordo com o defensor público Antonio de Almeida, um dos agravantes para o aumento da população em situação de rua foram questões econômicas fruto da pandemia da Covid-19.
"A gente ainda vê aí uma dificuldade a gente reinserir essas pessoas após esse agravamento, a gente vê também essa alteração do perfil. Antes era muito comum nos cenários urbanos nós vermos mais indivíduos, pessoas individualmente em situação de rua, hoje temos famílias em situação de rua. É um problema estrutural, problema que vem se agravando cada vez mais e, infelizmente, a gente não vê ainda um amadurecimento no debate público para contornar essa situação, para superar essa situação de extrema vulnerabilidade nas ruas", afirma.
A falta de políticas públicas que englobam fatores diversos também aumentam a gravidade da situação.
"A gente vê que há uma carência de uma estruturação para o acolhimento adequado dessas pessoas. A gente verifica que há uma destinação quase que relegar esse assunto apenas para a assistência, quando na verdade a gente tem na caracterização própria das pessoas em situação de rua uma multiplicidade tanto que levam a situação de rua, quanto também de permanência na situação de rua. Então são problemas de saúde, de assistência, geração de emprego e renda, e principalmente problemas de moradia", defende.
A situação reflete o mesmo cenário em cidades da Região Metropolitana de Curitiba. Confira os dados das três maiores cidades da região:
agosto 2023: 684 famílias em situação de rua
agosto 2024: 814 famílias em situação de rua
Em nota, a Prefeitura de Colombo afirmou que o trabalho de assistência social funciona 24 horas e que as pessoas em situação de rua são encaminhadas para banho, alimentação, higiene e acompanhamento técnico, inclusive com encaminhamento à saúde e emprego.
A Prefeitura de Fazenda Rio Grande disse que dispõe de um espaço de referência para convivência e acesso aos serviços básicos de higiene e alimentação, oferecendo suporte para inclusão social e superação da situação de rua.