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GOIÂNIA

08 de Julho de 2022, 09h:04 - A | A

NACIONAL/MUNDO / ASSISTA VÍDEO

Shinzo Abe, ex-primeiro-ministro do Japão, é assassinado em ataque a tiro durante ato de campanha

De acordo com a NHK, Tetsuya Yamagami, de 41 anos, foi preso por tentativa de homicídio e uma arma de fogo foi confiscada Por Camila Bairros

CAMILA BAIRROS
JORNAL DE BRASÍLIA



O ex-primeiro-ministro japonês Shinzo Abe morreu nesta sexta-feira (8). Enquanto participava de um ato eleitoral em Nara, oeste do Japão, foi baleado. O político foi levado ao hospital, mas não resistiu. Informações preliminares indicaram ferimentos no pescoço e no peito.

“Shinzo Abe foi transportado (para o hospital) às 12h20. Ele estava em estado de parada cardíaca na chegada. A reanimação foi administrada. No entanto, infelizmente, ele morreu às 17h03” (5h03 de Brasília), afirmou Hidetada Fukushima, professor de Medicina de Emergência no hospital da Universidade de Medicina de Nara.

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O ataque contra o político mais famoso do país, de 67 anos, aconteceu durante um comício para as eleições do Senado de domingo, apesar das rígidas leis no país contra a posse de armas. Abe, o primeiro-ministro mais longevo do Japão, governou o país em 2006 durante um ano. Ele retornou ao poder entre 2012 e 2020.

O suspeito do ataque, Tetsuya Yagami, de 41 anos, foi preso por tentativa de homicídio, e uma arma de fogo foi confiscada. Segundo a rede japonesa de televisão, NHK, ele serviu na Força de Autodefesa Marítima por três anos.

Trajetória
Abe foi o primeiro-ministro mais longevo do país e cumpriu dois mandatos — de 2006 a 2007 e de 2012 a 2020. Ele renunciou ao cargo em agosto de 2020, após apresentar problemas de saúde. Enquanto esteve no poder, ganhou notoriedade pela ascensão econômica aplicada no país.

Ele era um conservador de linha dura que promoveu a revisão da Constituição pacifista do Japão para reconhecer os militares do país. Mesmo depois de deixar o poder, Abe permaneceu politicamente relevante.

O ex-primeiro-ministro foi preparado para seguir os passos de seu avô, o ex primeiro-ministro Nobusuke Kishi. Sua retórica política muitas vezes focada em tornar o Japão uma nação “normal” e “bonita” com uma militarização mais forte e maior papel nos assuntos internacionais.

Ele ganhou seis eleições nacionais e construiu um sólido controle do poder, reforçando o papel e a capacidade de defesa do Japão e sua aliança de segurança com os EUA. Ele também intensificou a educação patriótica nas escolas e elevou o perfil internacional.

Solidariedade mundial
Líderes mundiais expressaram angústia em relação ao ataque contra Shinzo Abe. O atentado foi um choque em uma das cidades mais seguras do mundo, localizada em um dos países com algumas das mais rígidas leis de controle de armas.

No Twitter, o presidente da França, Emannuel Macron, enviou condolências para a família de Abe e afirmou que os franceses “apoiava o povo japonês”.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, escreveu que estava orando pela recuperação do ex-primeiro-ministro. “Permaneça forte”, escreveu.

Boris Johnson escreveu que a notícia do ataque o deixou “chocado e triste”.

 

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