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GOIÂNIA

18 de Julho de 2022, 10h:50 - A | A

NACIONAL/MUNDO / ESTÁ EM COMA

Aluna é encontrada desacordada dentro de universidade

NICOLE VASQUES
BHAZ



Um relato publicado nas redes sociais, na noite de ontem (17), mobiliza a comunidade universitária do campus Pampulha da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Trata-se de um mistério envolvendo Juliana Vieira Ferreira Ribeiro, estudante de Química de 21 anos encontrada desacordada na universidade após se separar dos colegas em um bar próximo ao local. Exames descartaram a presença de drogas e álcool em quantidade significativa no organismo dela. A jovem está internada em estado grave.

O caso viralizou desde que uma colega de Juliana decidiu tornar pública a preocupação de amigos e familiares. A universitária estava no Bar do Cabral, tradicionalmente frequentado por estudantes da UFMG, na última quinta-feira (14). Por volta das 21h40, ela se separou dos amigos para buscar água e não voltou. A jovem foi encontrada às 22h05, já nas dependências da universidade, por outra aluna.

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Ao BHAZ, Cristiane Ribeiro, madrasta de Juliana, conta que o quadro clínico da jovem é grave. Intubada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital João XXIII, ela está aguardando transferência para um hospital com mais recursos na capital mineira. Mesmo após uma bateria de exames, a equipe médica não sabe formular um diagnóstico certeiro sobre o que aconteceu com ela.

Do bar à UFMG
O pai da estudante, Ronan Ribeiro, foi acionado pela mãe da garota por volta das 23h30 da noite de quinta. Amigos de Juliana ligaram para a mulher informando que ela sofreu convulsões e ficou desacordada dentro da universidade. Ronan se dirigiu até o local e acompanhou a ambulância até o hospital.

Depois que Juliana foi embora do bar, uma outra estudante a viu entrando na UFMG. Foi a jovem quem prestou os primeiros socorros. “Ela estava entrando na portaria da Antônio Carlos e, a 200 metros da faculdade, uma menina a viu cambaleando e apressou o passo. Perguntou se ela precisava de ajuda, mas a Juliana tentava falar e não conseguia. Caiu três vezes, e na terceira não acordou mais”, conta Cristiane.

A estudante foi conduzida pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), em estado “muito grave”, ao Hospital João XXIII. A presença de drogas e álcool no organismo dela já foi descartada. Um motorista do Samu contou aos colegas que, pouco antes de a corporação ser acionada, viu um grupo carregando “uma pessoa de estatura pequena e vestes pretas”, o que bate com a descrição de Juliana.

Jovem apresentou dificuldade para respirar
Os exames mostraram que Juliana tinha uma quantidade mínima de álcool no corpo, o que se encaixa ao relato da aluna que a encontrou. Ela disse à família que a jovem não demonstrava sinais de embriaguez; pelo contrário, estava rígida e com os olhos “estatelados”, além de apresentar muita dificuldade para respirar.

Cristiane conta que Juliana foi até o bar com os amigos porque quinta-feira passada foi a última do semestre e os jovens se reúnem no tradicional bar. Os familiares procuram entender o que aconteceu, já que a universitária não estava em condições de atravessar a avenida movimentada, sozinha, no estado em que foi encontrada. A suspeita é de que o grupo visto pelo motorista a tenha carregado para o outro lado.

“Quando a encontraram, os amigos fizeram os primeiros socorros e ligaram para o Corpo de Bombeiros. Como demorou muito, ligaram novamente e foi solicitado que ligassem para o Samu. Então ela ficou sem atendimento por um tempo. Não sabemos o que aconteceu ou se ela disse o que estava sentindo para alguém. Ela estava sozinha, não conseguimos desbloquear o celular dela”, recorda a madrasta de Juliana.

Sem respostas
Um dia após o ocorrido, já na sexta-feira (16), Cristiane foi até a UFMG para ver as câmeras de segurança e encontrar indícios que ajudassem nas investigações. Os funcionários disseram que a avistaram perto da Fafich (Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas) por volta das 18h de quinta, mas os resultados da busca se limitaram a isso.

O BHAZ entrou em contato com a assessoria de imprensa da UFMG e aguarda retorno sobre o ocorrido. Até o momento, a universidade informa que investiga o caso. Tão logo se manifeste com mais informações, esta matéria será atualizada.

A família ressalta que Juliana é alérgica a dipirona, o que levanta outra suspeita de que teria ingerido um medicamento que não deveria. Não existe, contudo, qualquer fato que comprove a hipótese. Consternados, os pais e amigos da aluna pedem para quem tiver qualquer informação entrar em contato com os pais da estudante pelos números de telefone abaixo. Isso pode ajudar na busca pelo tratamento mais adequado.

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