Família de Preta Gil mantém processo por danos morais contra padre
Mesmo após acordo com o MPF

Mesmo depois de o padre acusado ter feito um acordo com o Ministério Público Federal (MPF) para evitar responder criminalmente por declarações consideradas de intolerância religiosa, a família da cantora Preta Gil decidiu não desistir da ação civil por danos morais que está em andamento na Justiça.
O que aconteceu
-
A ação civil foi aberta em novembro de 2025 e pede indenização de R$ 370 mil por danos morais contra o padre Danilo César, da paróquia de São José, em Areial (PB).
-
A família considera que o religioso proferiu declarações preconceituosas durante uma missa transmitida ao vivo em 27 de julho de 2025, logo após o falecimento de Preta Gil, associando a fé dela e de seu pai, Gilberto Gil, às práticas de religiões afro-brasileiras de forma ofensiva.
-
Apesar do padre ter fechado um acordo de não persecução penal com o MPF, no qual se comprometeu a cumprir medidas educacionais e pagar multa para não responder por crime na esfera criminal, a família segue com o processo civil, porque afirma que ele não reconheceu plenamente a responsabilidade pelos fatos nos autos da ação.
Declarações e defesa
Os advogados da família afirmam que há contradições entre o acordo criminal e a postura do padre na defesa civil, e que ele não reconheceu a conduta ofensiva nos autos do processo de indenização — o que para os autores pode exigir uma reparação maior.
Do outro lado, a defesa do padre afirma que os processos civil e criminal são independentes, e que o acordo com o MPF não implicou reconhecimento de crime, apenas que ele admitiu ter feito as falas que foram gravadas e divulgadas.












