Ex-aliado diz que direita precisa de novo líder: "Bolsonaro é coisa do passado"
Candidato à PBH também criticou os "outsiders que não resolvem nada"

Carlos Viana (Podemos), senador licenciado e candidato à Prefeitura de Belo Horizonte, fez duras críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao atual cenário da direita brasileira durante uma sabatina na rádio FM O TEMPO 91,7. Viana, que já foi um aliado próximo de Bolsonaro e ocupou a posição de vice-líder no Senado, afirmou que a direita precisa de uma renovação e que Bolsonaro representa “coisa do passado”.
Durante a entrevista, Viana destacou a necessidade urgente de um novo líder e de um novo projeto para a direita. Segundo ele, “Bolsonaro é coisa do passado, o Brasil precisa de um novo líder, de um novo modelo para a direita”. O senador licenciado argumentou que a direita tem enfrentado dificuldades devido à falta de atualização e adaptação às novas realidades políticas e sociais do país. “Se nós não nos atualizarmos, não conversarmos com toda a população, vamos continuar perdendo eleição. A esquerda vai continuar ganhando, porque a esquerda se adaptou muito mais ao centro do que nós”, avaliou.
Viana criticou também o que chamou de “outsiders da direita”, referindo-se a pessoas que se destacam nas redes sociais, mas não têm uma atuação efetiva na política. “O outsider não está preocupado em resolver, está preocupado em falar com o público na internet. Fala, fala, fala, mas na hora do projeto a gente perde. Nós da direita estamos sofrendo muito com isso”, disse. Segundo ele, essas figuras estão mais focadas em ganhar atenção nas mídias sociais do que em implementar soluções concretas para os problemas do país.
O candidato ressaltou que a direita precisa se conectar mais com a população, especialmente com aqueles que vivem em áreas vulneráveis. “Nos lugares mais vulneráveis da cidade, as pessoas não votam em esquerda ou direita, mas em quem resolve os problemas, coloca comida na mesa e dá dignidade. A direita precisa aprender isso, não conversar só com empresário, mas com o povo”, afirmou.












