Vigilância Sanitária fecha berçário onde crianças foram queimadas com creolina
Fiscais apontam que a empresa não possui alvará de funcionamento. 10 crianças que estavam no local e foram levadas para creches do município

O berçário, onde três crianças de 2 anos tiveram queimaduras de segundo e terceiro grau, ocasionadas por desinfetante veterinário (creolina), foi interditado por funcionamento ilegal. A ação da Vigilância Sanitária ocorreu na última segunda-feira (23).
O estabelecimento fica em Rio Verde (213 km da capital) e não tinha alvará. No local foram encontradas 10 crianças.
A proprietária Rosemary Tavares foi proibida de continuar cuidando de menores. Já as crianças foram encaminhadas pela prefeitura a creches municipais.
A acusada afirmou que não tirou alvará por cuidar de poucos menores.
O caso está sendo investigado pela Polícia Civil (PC-GO) e com o auxílio da Polícia Técnico-Científica (PTC). Uma perícia está sendo realizada na roupa de um dos bebês que foi vítima de queimaduras. A polícia também fará um exame de corpo de delito em uma das crianças que ainda está internada. Já a dona da creche será ouvida nesta semana.
A investigação trabalha para identificar se houve negligência.
Leia mais
Empresário é preso em flagrante e clínica de reabilitação interditada em Goiás
Entenda o caso
No último dia 18, três crianças sofreram queimaduras de desinfetante veterinário e precisaram ser levadas ao Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia.
As vítimas tiveram queimaduras de segundo e terceiro grau depois do contato com o produto químico. Duas delas apresentaram melhora no estado de saúde e foram liberadas. No entanto, o terceiro bebê permanece internado e respirando por aparelhos, segundo informação do hospital fornecida na terça-feira (24).














