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30 de Junho de 2022, 17h:10 - A | A

GERAL / "PROCURA OUTRO EMPREGO"

Sintego rebate fala de Rogério Cruz, diz que espera respeito à categoria e afirma que “ninguém vai sair”

A reação do sindicato vem após o prefeito da Capital ser desmentido em evento, e responder aos professores que “quem está insatisfeito deve sair e procurar outro emprego”

MARIO ANDREAZZA
REDAÇÃO G5



Fala do prefeito Rogério Cruz (Republicanos) durante o lançamento do projeto educacional "Palavra Cantada na Escola", direcionado a estudantes da Educação Infantil de Goiânia, na noite dessa terça-feira (28), de que “quando a pessoa está trabalhando e está insatisfeita com o salário, sai e procura outro emprego”, ressaltando que é assim que funciona na iniciativa privada, foi visto como “desrespeito” à categoria e soou como “ataque” às pessoas que estavam o assistindo, ou seja, profissionais da educação num evento que trata justamente da “Educação da Capital”.

Presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), Ludmylla Morais conversou com o G5NEWS e avaliou a conduta do prefeito como “infeliz”, pontuando ainda que como “Gestor da Capital” deveria lidar com críticas, de forma mais tranquila e respeitosa.

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Afirma ainda que “ninguém vai sair”, pelo contrário, a luta pela valorização de cada trabalhador, professor/a ou administrativo/a, vai continuar até que o Executivo reconheça a importância do servidor e que valorização também passa pelo “dinheiro”. Pois é com este, com o salário, q cada trabalhador/a mantém sua família.

Durante fala no evento, Cruz teria “faltado com a verdade”, ao dizer que já está aplicando os 15% do piso salarial e foi desmentido em público por servidores, quando servidores teriam gritado “mentiroso” e uma professora explicado que a fala não condizia com a verdade, uma vez que, até o momento, a prefeitura está pagando 10,16% e não 15%, como afirmou.

Tentando disfarçar a “irritação” e manter a pose, o prefeito manda o recado: “Vim da iniciativa privada. Quando a pessoa está trabalhando e está insatisfeito com o salário, sai e procura outro emprego”.

Ludmylla explica que a profissão de “professor” historicamente é vista como “profissão do amor”, que é uma missão. Mas que a categoria, formada por professores/as e administrativos/as, lutam pelo reconhecimento como profissionais e que merecem salários dignos! Afirma que profissionalmente, não se trata de “amor da caridade” e que a categoria é composta por profissionais, seguem carreira, precisam de valorização e essa valorização passa também pelo salário e benefícios, garantidos por lei e devem ser cumpridos.

“É um amor na perspectiva da transformação social, da dedicação, mas somos profissionais e, como todo e qualquer profissional, precisamos do salário para sobreviver. Professor não vive de amor”.

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Em seguida, a presidente acrescenta que a valorização do professor passa, sim, pelo salário e o cumprimento do que foi acordado para findar a greve em abril. Ressaltou ainda que o Sintego não está de braços cruzados esperando o Executivo, mas que, inclusive, tiveram reunião com o secretário de Governo da Capital, Michel Afif Magul, discutiram orçamento e uma forma de antecipar o que falta para a aplicação dos 15%, bem como, o Projeto de Lei da data-base 2022, que era para ter chegado à Câmara Municipal em Maio.

“Quando o prefeito traz essa fala é extremamente infeliz. A prefeitura ainda não aplicou os 15% e sim 10,16%. O acordo é claro quanto ao fato de que o Executivo tem até setembro para completar os 4,84%, podendo antecipar o reajuste levando em consideração o orçamento. Estivemos em reunião com o secretário de Governo para discutir esse orçamento e mostrar que há condições de aplicar os 15% acordados, mas não tivemos o retorno. Nessa reunião também cobramos a data da chega do PL da data-base 2022, também sem retorno até o momento,” lamentou.

Ludmylla conclui que a expressão usada pelo prefeito “quem não está satisfeito pede para sair” e a comparação com a iniciativa privada não condiz com a realidade da discussão, uma vez que “servidor público” não é iniciativa privada. Ressalta ainda que reivindicar direitos não quer dizer “abrir mão da carreira” e que apenas busca a valorização na profissão e daquilo que os profissionais se propuseram a fazer mediante a concurso público.

“Não vamos sair, ninguém da Educação vai sair, vamos permanecer na luta pela valorização, que passa muito pelo dinheiro, porque ninguém abre mãos dos seus salários para se dedicar ao trabalho apenas por amor, para sobreviver precisa de dinheiro. Ninguém vai pedir para sair, vamos continuar na luta pela valorização de cada trabalhador/a, seja professor ou administrativo na rede municipal de Educação, seguiremos na luta para que a prefeitura cumpra com o proposto para o fim da greve e que foi aceito pela categoria.” Continua, “cada trabalhador/a tem feito sua parte, repondo casa dia da greve, precisamos também q a gestão municipal cumpra sua parte,” conclui.

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