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GOIÂNIA

17 de Junho de 2022, 07h:45 - A | A

GERAL / CRISE FINANCEIRA

Santa Casa suspende cirurgias de “marca-passo” e alega corte de repasses do SUS

Superintendente técnico da Santa Casa, Cláudio Tavares explicou que o Ministério da Saúde deixou de repassar para Goiás mais de R$ 13,5 milhões para a realização dos procedimentos

MÁRIO ANDREAZZA
REDAÇÃO G5



Santa Casa de Misericórdia de Goiânia suspendeu todos os procedimentos cardíacos, como cirurgias de marca-passo, entre outros, após corte no repasse do Ministério da Saúde (MS).

O problema começou com a publicação da portaria no Diário Oficial, em 17 de dezembro de 2021, que altera a tabela de materiais do Sistema Único de Saúde (SUS). Nesse documento, é possível identificar que o MS deixou de repassar para Goiás mais de R$ 13,5 milhões para a realização de procedimentos médicos.

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Desde então, o hospital explica que vem “segurando” a manutenção dos procedimentos, mas precisou suspender a partir do dia 1º de junho o implante de marca-passo por não ter mais condições de custear.

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Superintendente técnico da Santa Casa, Cláudio Tavares explicou que a portaria do MS reduziu os valores dispensados para produtos cardiovasculares vitais, como marca-passos. Para este tipo de equipamento, o valor foi reduzido em até 64%.

“Em um tipo de marca-passo, essa alteração foi em torno de 64%. Já no outro tipo foi de 46%. Com essa redução, o fornecedor alegou inviabilidade de entrega do material. Em relação às cirurgias de marca-passo, infelizmente, estão suspensas devido a essa redução”, disse.

Cláudio Tavares acrescentou ainda que os marca-passos são equipamentos difíceis de serem encontrados no mercado e há poucos fornecedores no Brasil, o que aumenta a dificuldade para a realização dos procedimentos.

“São poucos fornecedores em nível nacional, geralmente, são indústrias multinacionais e, nesse momento, o que temos de informação é que há uma negociação a nível federal. Não identificamos no mercado outro fornecedor que atenda a nova tabela do MS e, infelizmente, a gente fica esperando alguma solução federal”, explicou.

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