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GOIÂNIA

24 de Junho de 2022, 16h:38 - A | A

GERAL / OPERAÇÃO DA PF

Ribeiro contou a filha que “presidente ligou” alertando sobre buscas

Em ligação grampeada no último dia 9 de junho, ex-ministro da Educação contou que sabia da possibilidade de operação da PF

RAPHAEL VELEDA ,TÁCIO LORRAN
METRÓPOLES



Um grampo telefônico usado pelo Ministério Público Federal (MPF) para apontar indícios de envolvimento do presidente Jair Bolsonaro (PL) e encaminhar para o STF parte da investigação sobre o escândalo no Ministério da Educação mostra o ex-ministro Milton Ribeiro contando a uma filha que “o presidente” lhe alertou sobre a possibilidade de uma operação de busca e apreensão.

“Hoje o presidente me ligou. Ele está com um pressentimento, novamente, de que podem querer atingi-lo através de mim”, disse Ribeiro a uma filha, no último dia 9 de junho. “Ele acha que podem querer fazer uma busca e apreensão em casa. É muito triste”, declarou o ex-ministro.

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A informação foi noticiada pela GloboNews na tarde desta sexta-feira (24/6).

A operação ocorreu em 22 de junho, quando Ribeiro e outros pastores foram presos, sob a acusação de tráfico de influência no ministério que ele chefiava.

A citação ao presidente levou o MPF a pedir o envio de parte da investigação ao Supremo, conforme revelou o colunista Rodrigo Rangel, do Metrópoles, nesta sexta. Com isso, o inquérito volta para a relatoria da ministra Cármen Lúcia, que havia enviado o caso para a primeira instância depois que Milton Ribeiro pediu demissão do MEC. Após vir à tona o escândalo envolvendo cobrança de propina por pastores lobistas ligados a ele, o próprio reverendo optou pela exoneração.

Reclamações da defesa
O advogado Daniel Bialski, que coordena a defesa do ex-ministro Milton Ribeiro, criticou a ida da investigação para o STF.

A defesa alega que o áudio citado na decisão envolve autoridade com foro privilegiado, já que o diálogo registrado supostamente teria ocorrido antes da deflagração da operação.

“Se assim o era, não haveria competência do juiz de primeiro grau para analisar o pedido feito pela autoridade policial e, consequentemente, decretar a prisão preventiva”, destaca Bialski, em nota à imprensa.

Segundo o profissional, “a defesa ainda analisará tudo e o todo que foi anexado aos autos, se lhe for franqueada vista da íntegra da documentação”.

“Todavia, se realmente esse fato se comprovar, atos e decisões tomadas são nulos, por absoluta incompetência, e somente reforçam a avaliação de que estamos diante de ativismo judicial e, quiçá, abuso de autoridade, o que precisará também ser objeto de acurada análise”, concluiu o defensor.

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