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GOIÂNIA

12 de Junho de 2022, 07h:30 - A | A

GERAL / REMÉDIOS CONTROLADOS

Recepcionista de hospital em Goiás vende receitas com prescrição médica por R$300

Acusada é investigada por falsidade ideológica, mas ela também pode ser indiciada pelo uso de documentos falsos, em Itumbiara. Médicos são investigados por suposto envolvimento

MÁRIO ANDREAZZA
REDAÇÃO G5



Recepcionista de um hospital particular, em Itumbiara (209 km da Capital), é acusada de vender receitas médicas, já com prescrição, por R$300. As investigações apontam que eram vendidas pelo menos três receitas por semana e o esquema vinha acontecendo há cerca de três meses.

O cumprimento de mandados de busca e apreensão da investigação foi realizado na quarta-feira (8), mas só foi divulgado na quinta-feira (9), pela Polícia Civil.

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O delegado responsável pelo caso, Vinicius Penna, contou que a acusada se aproveitava da proximidade com os médicos para conseguir as receitas, que geralmente eram de remédios controlados.

"Ela confessou que solicitava essas receitas no próprio local de trabalho de médicos que estavam ali de plantão. Para isso fornecia o próprio nome ou de parentes", conta o delegado.

A polícia ainda detalha que ela vendia pelo menos três receitas por semana há, no mínimo, três meses. Com as prescrições, em alguns momentos ela mesma chegava a adquirir os medicamentos nas farmácias.

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A princípio, a mulher é investigada pelo crime de falsidade ideológica, mas ela também pode ser indiciada pelo uso de documentos falsos. Apesar de ter confessado o crime à polícia, o delegado ainda ressaltou que a mulher não foi presa em flagrante, uma vez que no momento da busca e apreensão, não havia nenhuma receita com ela.

Também é investigado se esses médicos eram beneficiados com parte dos valores arrecadados com as vendas.

"Agora a Polícia Civil investiga se ela agia sozinha ou se com a conivência de participação dos médicos que assinavam essas receitas", complementa Vinicius.

O hospital afirmou que a mulher não faz mais parte do quadro de funcionários e que colabora com a polícia desde o início das investigações e que todas as condutas internas apropriadas já foram aplicadas, de acordo com nossa conduta de ética e segurança".

"Reafirmamos que não compactuamos com práticas ilícitas, de nenhuma instância, e que prezamos por princípios éticos em todos os serviços que prestamos", complementou a instituição, que demitiu a funcionária assim que a denúncia foi feita.

Caso segue em investigação.

 

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