Raio-X da década de 60 é encontrado em ferro-velho de Anápolis; assista
Equipamentos comprados em leilão estavam guardados havia cerca de dez anos. Testes iniciais descartaram risco de radiação, mas análises continuam

A ação começou depois de uma denúncia anônima informar sobre a presença dos equipamentos.
Uma área de um ferro-velho em Anápolis foi isolada nesta sexta-feira após a descoberta de quatro equipamentos de raio-X antigos. A suspeita de que os aparelhos pudessem conter material radioativo mobilizou equipes da Defesa Civil, Vigilância Sanitária, Corpo de Bombeiros e da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), que realizaram uma inspeção no local.
A ação começou depois de uma denúncia anônima informar sobre a presença dos equipamentos. As quatro caixas, identificadas como partes de aparelhos de raio-X fabricados na década de 1960, estavam armazenadas no ferro-velho.
Especialistas da Comissão Nacional de Energia Nuclear fizeram os primeiros testes e, em uma análise inicial, descartaram a existência de contaminação por radiação. Apesar do resultado tranquilizador, novas avaliações ainda serão realizadas para confirmar completamente a segurança dos equipamentos.
Um colaborador da empresa informou que os aparelhos foram adquiridos em um leilão realizado em Brasília e levados para Anápolis, onde permaneceram armazenados no ferro-velho por aproximadamente dez anos.
Segundo ele, durante a inspeção, "foram feitos os testes e não apresentou em nenhum momento material radioativo".
As autoridades reforçaram que, diante da suspeita de qualquer objeto que possa representar risco radiológico, a população deve evitar o contato e comunicar imediatamente os órgãos responsáveis.
"Qualquer informação que seja suspeita, que a gente não tem certeza, a gente deve ir ao local e acionar as autoridades competentes", orientou a equipe responsável pela operação.
Apesar do susto e do isolamento preventivo da área, os testes realizados até o momento indicam que não há risco de contaminação por radiação.
Caso do Césio 137
O caso remonta a A contaminação do Césio-137, em Goiânia, marcou para sempre a história da cidade e também do Brasil. O caso foi o maior acidente radiológico do mundo, deixando quatro pessoas mortas e mais de mil pessoas afetadas. A tragédia ganhou nova repercussão desde o lançamento de uma minissérie na Netflix, "Emergência Radioativa".
Para se ter uma ideia do perigo representado por aquela substância azul brilhante, o acidente de 1987 foi classificado pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) como nível 5 , em uma escala de 1 a 7. Ele só não fez mais vítimas porque houve a atuação de pessoas da população e de especialistas, como o físico Walter Mendes, que se deram conta da gravidade da situação.














