Professores rejeitam reajuste salarial de 7,5% e podem entrar em greve a partir de terça-feira em Goiânia
A Secretaria Municipal de Educação alegou que uma greve iria prejudicar ainda mais os alunos, que foram prejudicados pela pandemia, e afirma está aberta para negociar.

Servidores da educação de Goiânia aprovaram, em assembleia nessa quinta-feira (10), a implementação do estado de greve em todo o município após recusarem proposta de reajuste no piso salarial de 7,5% oferecida pela prefeitura. A paralisação é discutida e pode ser implementada na próxima terça-feria (15).
A Secretaria Municipal de Educação (SME) da Capital alegou, em nota, que uma greve iria prejudicar ainda mais os alunos, que já tiveram o ensino comprometido por conta da pandemia. A pasta alegou ainda que compreende as demandas da categoria e pede "sensibilidade" durante as negociações.
A adesão à greve será discutida pelos profissionais com as comunidades escolares até a manhã da próxima terça-feira (15), quando será feita uma nova reunião no Cepal do Setor Sul. A medida ocorre depois do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) rejeitar a proposta da Prefeitura de Goiânia de conceder 7,5% de reajuste no piso salarial dos professores. A categoria cobra o pagamento de 33,2%, valor aprovado pelo Governo Federal em janeiro.
Conforme a SME, a proposta "garante aumento salarial a todos os profissionais, inclusive àqueles que já recebem valor acima do piso nacional", além de cumprir o valor estabelecido pelo Governo Federal, já que dessa forma os professores passam a receber salário acima do piso nacional.
Outra reinvidicação é o pagamento da data-base (recomposição salarial em decorrência da inflação) aos servidores administrativos referentes aos anos 2020 e 2021. A administração municipal ofereceu 9,3%, valor considerado inferior ao esperado pelos trabalhadores.
Diante da insatisfação, a assembleia dos servidores aprovou estado de greve, que serve para indicar o início de uma paralisação. No entanto, o trabalho segue normalmente até a resolução que será acordada na próxima terça.
A Secretaria de Educação disse ainda que discute com representantes do Sintego para chegar a um acordo e reforçou que o município "seguirá aberto ao diálogo e continuará investindo de forma planejada na educação municipal".
A Pasta ressaltou que neste ano a prefeitura garantiu o direito dos servidores ao quinquênio, investiu em novas unidades de ensino, mandou recursos para a reforma de 373 escolas e apresentou nova proposta pedagógica.
Nota na íntegra
"A propósito das reivindicações dos professores da rede municipal de ensino, a SME Goiânia informa o que se segue:
- A proposta de reajuste salarial apresentada pela gestão municipal neste ano atende o cumprimento integral do piso nacional com o aumento estabelecido pelo Governo Federal, garantindo que todos os nossos professores recebam valor superior ao piso nacional.
- Além disso, a proposta de 7,5% garante aumento salarial a todos os profissionais, inclusive, aqueles que já recebem valor acima do piso nacional.
- O percentual continua a ser discutido com os representantes do Sintego, sindicato representativo dos professores e profissionais da Educação.
- A SME Goiânia esclarece, também, que compreende as demandas da categoria e que conta com a sensibilidade dos professores para avançar nas negociações.
- Nos últimos dois anos, as aprendizagens dos alunos foram comprometidas pela pandemia e uma paralisação das atividades por conta de greve ampliaria ainda mais os prejuízos vivenciados pela educação pública, prejudicando mais de 100 mil famílias.
- A pasta reforça que, diante desse cenário, o município seguirá aberto ao diálogo e continuará investido de forma planejada na educação municipal.
- Nos primeiros meses de gestão, a Prefeitura de Goiânia retomou as aulas presenciais; garantiu direitos dos servidores ao quinquênio; investiu na abertura de novas unidades; enviou recursos para a reforma de todas as 373 unidades; apresentou nova proposta pedagógica; adquiriu uniforme completo para os nossos estudantes; entre outros avanços."














