Presidente da Federação Goiana de Futebol assina "manifesto" e "solta a mão" de Ednaldo Rodrigues
O manifesto defende a "construção de uma candidatura à presidência e vice-presidência da CBF comprometida com um novo ciclo para o futebol brasileiro"

O presidente da Federação Goiana de Futebol (FGF), Ronei Freitas, foi um dos 19 presidentes de federações a assinar um manifesto defendendo novas eleições na Confederação Brasileira de Futebol (CBF), após o afastamento do presidente da entidade, Ednaldo Rodrigues, determinado pela Justiça.
O desembargador Gabriel de Oliveira Zéfiro, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), destituiu, nesta quinta-feira (15), Ednaldo Rodrigues da presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) por suspeita de falsificação de uma assinatura no acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que o manteve no cargo, no começo do ano.
Além de Freitas, o documento foi assinado pelos representantes das federações de Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Maranhão, Ceará, Sergipe, Rondônia, Pará, Roraima, Amazonas, Acre, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Paraná, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
O manifesto defende a "construção de uma candidatura à presidência e vice-presidência da CBF comprometida com um novo ciclo para o futebol brasileiro".
Segundo o documento, há anos o futebol brasileiro enfrenta "desafios estruturais", que limitam o potencial da modalidade no país. Alguns dos itens citados são: "calendário equilibrado", "arbitragem profissionalizada", "gramados de qualidade", "segurança nos estádios" e "competições fortalecidas".
Esses desafios, segundo o manifesto, só seriam superados com a "estabilidade institucional" da CBF, o que não ocorre há cerca de uma década, comprometendo o avanço do futebol brasileiro.
Leia o documento na íntegra
O futebol brasileiro vive um momento decisivo. É urgente enfrentar desafios estruturais que há anos limitam o potencial do nosso futebol. Precisamos de um calendário equilibrado, arbitragem profissionalizada, gramados de qualidade, segurança nos estádios e competições fortalecidas.
Para que isso aconteça, é fundamental garantir estabilidade institucional à CBF. Precisamos virar a atual página de judicialização e instabilidade que há mais de uma década compromete o bom funcionamento da entidade e o avanço do futebol brasileiro. É também momento de resgatar a autonomia interna da CBF, hoje sufocada por uma estrutura excessivamente centralizada e desconectada das instâncias que compõem o ecossistema do futebol nacional.
Além da estabilidade, o cenário exige uma renovação de ideias, de práticas e de lideranças, bem como a profissionalização definitiva das estruturas de gestão. A CBF precisa ser exemplo de governança, eficiência e transparência — e também precisa voltar a ser a casa de todos que constroem o futebol brasileiro, com um ambiente saudável, inspirador e descentralizado, em que cada um possa contribuir ativamente para a melhoria do esporte que constitui verdadeiro patrimônio nacional.
Unidos com esse propósito, assumimos o compromisso de construir uma candidatura à Presidência e Vice-Presidências da CBF comprometida com um novo ciclo para o futebol brasileiro: mais democrático, mais integrado e mais aberto à participação de todos. Queremos uma CBF forte, querida por dentro, admirada por fora — e novamente amada por todos que fazem do futebol a alma do nosso país."













